ONU alarmada com relatos de que voo teria sido derrubado por míssil

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Subsecretário-geral para Assuntos Políticos afirmou que a organização condena a queda possivelmente deliberada de um avião civil; países-membros do órgão estão discutindo a crise em reunião de emergência.

Foto: Icao

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança está realizando uma reunião de emergência sobre a crise na Ucrânia após a queda do avião da Malásia Airlines, nesta quinta-feira.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos afirmou que a organização está alarmada com relatos "críveis" de que o voo MH17 foi derrubado por um míssil.

Conferência

Jeffrey Feltman lembrou que quase 300 pessoas inocentes, de vários países, morreram na queda do boeing. Ele contou que entre as vítimas está um funcionário da Organização Mundial da Saúde, OMS. Feltman disse ainda que o chefe da ONU, Ban Ki-moon, condena a possibilidade de que o avião possa ter sido derrubado deliberadamente.

O subsecretário-geral afirmou estar chocado com o fato de quase dois terços dos mortos são da Holanda. O avião ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, capital da Malásia.

Segundo agências de notícias, foram identificados até o momento 189 cidadãos holandeses, nove britânicos, 27 australianos e 44 malaios, entre outros.

Muitos passageiros eram especialistas em HIV/Aids e estavam a caminho de uma conferência internacional sobre o tema, marcada para este fim de semana na Austrália.

Famílias

Antes da reunião, o presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador de Ruanda, leu uma nota de solidariedade às famílias das vítimas.

Ao abordar a crise política na Ucrânia, a embaixadora dos Estados Unidos Samantha Power disse que a questão pode ser resolvida com uma decisão política da Rússia.

A embaixadora americana disse que a tragédia da queda do avião apenas mostra a urgência e a determinação com que os Estados Unidos insistem para que a Rússia tome medidas concretas para apoiar o caminho para a paz que a Ucrânia tem oferecido constantemente. Ela disse que a guerra pode terminar, e que a Rússia tem que acabar com a guerra.

Insegurança

Ao discursar no Conselho, o embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, disse que seu país alertou várias vezes sobre a situação de insegurança na fronteira com a Rússia, e que não era necessário que centenas de vidas se perdessem para que uma decisão fosse tomada. Ele voltou a criticar o governo da Ucrânia pela situação de tensão entre as duas nações vizinhas.

Participaram ainda da reunião, o embaixador da Ucrânia, representantes da Austrália, do Chile, Jordânia, entre outros países.

Na quinta-feira, o chefe das Nações Unidas defendeu a abertura de uma investigação internacional sobre a queda do voo MH 17. Ban disse ainda que o desastre ultrapassa as fronteiras da Ucrânia e da Rússia.

Em comunicado, emitido nesta sexta-feira, a Organização Internacional de Aviação Civil, Icao, informou que está preparada para assistir na investigação, caso seja solicitada.

Ainda segundo agências de notícias, monitores internacionais chegaram ao local do acidente na manhã desta sexta-feira.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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