No Dia Mundial de Combate à Hepatite, OMS comemora mais informação

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Para agência da ONU, após ser negligenciada há anos, doença passou a ganhar destaque em debates internacionais; são mais de 1,4 milhão de mortes por ano associadas à hepatite em todo o mundo.

Foto: Irin/Kamila Hyat

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde marca neste 28 de julho o Dia Mundial de Combate à Hepatite.

Para a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a doença começou a ser mais notada em nível internacional após passar anos negligenciada.

Prevenção

Chan acredita que o momento é de promoção para o combate a uma das doenças mais sérias do mundo. A hepatite viral dos tipos A, B, C, D e E afeta milhões de pessoas. Anualmente, cerca de 1,4 milhão de pacientes perdem a vida para a hepatite.

O aumento do interesse no debate sobre a hepatite foi sentido na Assembleia Mundial da Saúde este ano. Ali, 194 países endossaram a resolução para intensificar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

A resolução ainda prevê que os países planejem o combate à hepatite com base em suas demandas e realidades.

Falta de Informação

Para os ministros da Saúde que participaram do evento na sede da OMS, em Genebra, o maior problema é a falta de informação de quem está infectado, mas não sabe. Além disso, os sintomas da hepatite só aparecem décadas após a contaminação, quando a doença hepática já está bastante adiantada.

A agência da ONU quer programas abrangentes de prevenção e tratamento para os chamados grupos de risco, como usuários de drogas injetáveis e quem faz transfusão de sangue.

Este ano, o Dia Mundial de Combate à Hepatite coincide com a 20ª. Conferência Internacional de Aids, que ocorre em Melbourne, na Austrália.

Muitos pacientes sob maior risco de contrair ou já infectados com HIV também estão propensos à hepatite viral.

Existem de 4 a 5 milhões de pessoas com HIV e hepatite B. Uma quantidade semelhante tem a hepatite do tipo C.

A OMS informou que um dos avanços mais importantes no último ano foram os progressos no tratamento da hepatite crônica do tipo C. Outros remédios estão em fase de planejamento e poderão transformar o tratamento da doença. A expectativa é que com um tratamento mais seguro as chances de cura possam ultrapassar 90%.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 15 DE SETEMBRO DE 2014
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