Moçambique prevê estratégia para eliminar casamentos prematuros

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País é considerado o décimo primeiro com a maior prevalência de casamentos prematuros; 14% das raparigas são casadas antes dos 15 anos e 48% abaixo dos 18 anos de idade.

Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Moçambique prevê desenvolver uma estratégia de eliminação dos casamentos prematuros, que deve ser acompanhada de uma campanha nacional de sensibilização. A intenção é reduzir o índice de casamentos prematuros.

As informações foram dadas esta terça-feira, em Londres, pelo Ministério da Mulher e da Ação Social. A secretária permanente da instituição, Ivete Alane, falava na Cimeira da Rapariga 2014 realizada com o apoio do governo britânico em parceria com o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Empoderamento

No debate com o tema "Ação Conjunta para a Mudança", participaram jovens, membros de comunidades, ativistas, chefes tradicionais e religiosos, governos além de especialistas ligados aos direitos e ao empoderamento das mulheres e das raparigas.

Na reunião, o encarregado da representação do Unicef em Moçambique, Michel Le Pechoux, reiterou "o apoio do organismo na expansão de intervenções de prevenção de casamentos prematuros".

Entre as ações previstas pela agência estão sessões com grupos religiosos, escolas e rádios comunitárias. Pretende-se abordar a expansão da proteção infantil.

Abuso

O outro objetivo é a realização dos direitos das crianças que incluem o acesso à educação, proteção social, justiça e apoio médico para menores expostos ao tipo de união, que são muitas vezes vítimas de violência e abuso sexual.

Estima-se que mais de 700 milhões de mulheres casaram-se quando eram crianças no mundo. Mais de uma em cada três, ou cerca de 250 milhões, foram casadas antes dos 15 anos.

Violência

O Unicef destaca que as meninas que se casam antes de completar 18 anos são menos propensas a permanecer na escola e têm mais probabilidade de sofrer violência doméstica.

As adolescentes têm mais possibilidade de morrer devido a complicações na gravidez e no parto do que as mulheres que estão na faixa etária dos 20 anos. Os filhos são mais propensos a nascer mortos ou a morrer no primeiro mês de vida.

O objetivo do encontro de Londres foi galvanizar apoios internacionais para inspirar esforços para o fim da mutilação genital feminina e do casamento prematuro, que envolvem milhões de raparigas no mundo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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