Moçambique e Brasil entre os que registaram mais casos de HIV em 2013

Ouvir /

Ambos integram grupo de 15 países que tiveram 75% de novas infeções no ano passado; relatório indica que mais da metade dos 35 milhões convivem com o vírus ser saber.

Relatório do Onusida lançado em Genebra. Imagem: Onusida

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Brasil e Moçambique fazem parte do grupo de 15 nações que registaram 75% dos novos casos de HIV no ano passado. No período houve 2,1 milhões de infectados e 1,5 milhão de mortes devido a doenças relacionadas à sida.

Em Moçambique, o número de pessoas com a infeção evoluiu de 1,2 milhão para 1,6 milhão entre 2005 e 2013. No Brasil, o número de pessoas infetadas ronda os 730 mil.

Relatório

Moçambique destaca-se entre os países lusófonos ao apresentar uma taxa de prevalência de HIV de 10,8%. O Brasil, com 0,4%, tem a proporção mais baixa das pessoas a viver com o vírus nos países de língua portuguesa.

A informação consta num relatório do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, lançado esta quarta-feira em Genebra. Em todo o mundo, 19 milhões dos 35 milhões de pessoas convivem com HIV ser saber que têm o vírus.

Lusófonos

Os africanos São Tomé e Príncipe, com 0,6%, e Cabo Verde com 0,5% têm as mais baixas taxas de prevalência entre os lusófonos do continente.

Na Guiné-Bissau, 3,7% de pessoas enfrentam a situação, no equivalente a 41 mil pessoas. Já em Angola, são cerca de 2,4% de seropositivos, correspondentes a 250 mil.

Na África Subsaariana, nove em cada 10 pessoas que conhecem o seu estado recebem tratamento antiretroviral. Mas o fim da epidemia, até 2030, vai requerer "um aumento inteligente das capacidades para cobrir as lacunas," defende o Onusida.

Brasil

O Brasil é referido no documento por ter modificado recentemente as suas diretrizes e permitir que sejam tratadas todas as pessoas que vivem com HIV independentemente da sua contagem de CD4. No entanto, as novas infeções aumentaram 11% durante os oito anos em análise.

Estima-se que 47% das pessoas que convivem com o vírus na América Latina estejam no Brasil.

Na região, as populações mais vulneráveis ao vírus incluem mulheres transexuais, gays, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.

No geral, um terço das novas infecções no Brasil ocorre entre os jovens de idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.

Parceiros

Em Moçambique, quase todos os homens com vários parceiros, entre 50 e 66 anos, não usaram o preservativo na relação sexual. Mulheres sexualmente ativas, com idade entre 50 e mais velhas, são consideradas como estando em alto risco de contrair o HIV devido a alterações biológicas.

Os distritos moçambicanos com maior densidade de pessoas a viver com o HIV estão localizados ao longo dos corredores de transporte e portos importantes no centro e nas regiões do sul do país.

Migração

Estas áreas são associadas ao rápido crescimento económico e aos altos níveis de migração e mobilidade, que segundo o estudo podem levar ao aumento do sexo comercial.

Moçambique é um dos oito países onde as novas infecções pelo HIV entre crianças diminuíram 50% ou mais. Os outros são Botsuana, Etiópia, Gana, Malaui, Namíbia, África do Sul e Zimbabué.

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031