Líderes árabes pedem reunião de emergência ao Conselho de Segurança

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Grupo espera que o órgão discuta crise entre Israel e Territórios Palestinos, com intervenção direta para o fim da violência; embaixador israelense afirmou que seu país também é alvo de ataques.

Representantes de países árabes na sede da ONU. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de países árabes querem uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a mais recente crise entre Israel e Territórios Palestinos.

Na tarde desta quarta-feira, os embaixadores da Palestina, do Kuwait e da Arábia Saudita tiveram um encontro com o presidente do órgão, o embaixador de Ruanda, Eugène-Richard Gasana. 

Violações

Na sequência, os três diplomatas fizeram declarações a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, onde afirmaram que a violência de Israel contra palestinos é uma "barbaridade" e viola "a lei internacional e a Carta da ONU".

Eles citaram "assassinatos extrajudiciais, bombardeios e todo tipo de agressão"  e disseram que Israel alega a auto-defesa para tais atos.

Os representantes árabes querem uma resolução ou um comunicado presidencial do Conselho condenando as ações na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Governo

O embaixador palestino nas Nações Unidas espera que o órgão trabalhe pelo que chamou de "fim da agressão" contra seu povo. Riyad Mansour acusou Israel de fazer de tudo para colocar em jogo a "credibilidade" do governo nacional palestino e destruir o sistema político do país.

Acusações

Os jornalistas também ouviram as declarações do embaixador de Israel na ONU. Para Ron Prosor, a escalada do conflito começou após o Hamas sequestrar e assassinar três jovens israelenses.

O embaixador acusou ainda os palestinos de lançarem ataques a bomba e foguetes em zonas povoadas de Israel.

Ron Prosor disse que o "grupo assassino" por trás dos ataques ocupa uma cadeira no governo palestino, em uma referência ao Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

O embaixador disse que as acusações da Palestina são uma audácia e que Israel tenta proteger os civis em Gaza, enquando o Hamas usa o porão de um hospital como sede.

Prosor também afirmou que Israel é um país democrático e que os responsáveis pelo assassinato de um adolescente palestino serão punidos pela justiça.

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