Libéria e Serra Leoa registam aumento de mortos devido ao ébola

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Na última semana, 19 pessoas perderam a vida nos dois países;  Guiné-Bissau entre os alvos de ações comunitárias para travar a doença; OMS refere que Guiné Conacri está a reduzir a transmissão  nas comunidades.

OMS informa comunidades sobre o vírus. Foto: OMS/C. Banluta

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O vírus ébola matou 19 pessoas esta semana na Libéria e na Serra Leoa, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Ao confirmar os casos na última semana, a Guiné Conacri demonstra uma tendência de redução da transmissão viral na comunidade. Foi no leste do país onde o surto começou em fevereiro passado.

Infetados

Em nota, a agência confirmou a existência de 32 novos casos na Serra Leoa e um outro na Libéria, do vírus que mata cerca de 90% dos infetados. A contaminação ocorre através do contacto com fluídos corporais de um paciente da doença que não tem vacina ou cura.

A OMS anunciou que continua a acompanhar a evolução do surto, que já fez 539 mortes nos três países da África Ocidental. O foco está especialmente em comunidades que demonstraram resistência às medidas  de controlo do ébola.

Impacto dos Rumores

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse que está a expandir as suas atividades na região para conter a propagação da doença através do combate a rumores, medos e equívocos.

O diretor regional da agência para a África Ocidental e Central, Manuel Fontaine, disse que algumas pessoas ainda negam que a doença seja real, enquanto outras acreditam que esta não pode ser tratada.

O tipo de comportamento é visto pelo Unicef como "uma complicação considerável à resposta humanitária para conter o primeiro surto de ébola na África Ocidental". Para a agência, o problema tornou-se uma grande ameaça regional e sem precedentes na duração e escala.

Ao alertar para a necessidade urgente de mais pessoas, recursos e parceiros, a agência falou em "bater em todas as portas, visitar todos os mercados e espalhar a palavra em cada igreja e cada mesquita". Entre os sete países inclusos nas atividades está a Guiné-Bissau.

Centro para Resposta

Um Centro de Coordenação sub-regional para a resposta ao surto está a ser estabelecido em Conacri.

De acordo com a OMS, o local vai funcionar como uma plataforma de controlo e coordenação do apoio técnico aos países da África Ocidental, além de ajudar na mobilização de recursos.

Os objetivos do centro incluem garantir a utilização eficaz e implantação de recursos, aliados à organização e coordenação de apoios para as áreas mais críticas.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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