FAO alerta para riscos do ébola em carne de caça na África Ocidental

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Agência pede mais esforços para melhorar consciencialização entre comunidades rurais; vírus pode ser contraído a partir do consumo do morcego da fruta e de pequenos antílopes.

Foto: PMA/Evelyn Hockstein-Polaris

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está a pedir mais esforços para melhorar a consciencialização entre comunidades rurais sobre o ébola.

O foco está na população da África Ocidental e a preocupação da agência da ONU é com o risco de se contrair o vírus a partir do consumo de algumas espécies da vida selvagem, como morcegos da fruta.

Trabalho Conjunto

A FAO lembra que Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa são os países que lutam para conter o pior surto do ébola, que já matou mais de 600 pessoas. O vírus é transmitido pelo contato direto com o sangue e fluídos de pessoas ou animais infectados.

Conter a transmissão entre humanos é o foco mais importante para governos e agências de saúde. A FAO trabalha em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, OMS, para alertar sobre os riscos do ébola passar de animais selvagens para a população rural.

Dieta

Segundo a FAO, muitas comunidades consomem carne de caça ou outros tipos obtidos na floresta para sustentar suas dietas e sua renda. Essas comunidades estão sob risco de serem infectadas por espécies que podem carregar o ébola, como morcegos da fruta, alguns primatas e pequenos antílopes.

O chefe veterinário da FAO, Juan Lubroth, destaca que não está a ser sugerido que as pessoas parem de caçar, o que sequer seria realista, segundo ele.

Mas o especialista informa que as comunidades rurais precisam saber que não devem tocar, nem vender ou comer carne de nenhum animal que já seja encontrado morto.

Maior Risco

Outro cuidado a ser tomado é em relação a caçar animais que estejam doentes ou a comportar-se de maneira estranha, alerta Lubroth. A FAO acredita que o morcego da fruta, geralmente consumido seco ou em sopas apimentadas, é a espécie que mais carrega o vírus do ébola. Por apresentar poucos sinais de contaminação, o seu consumo deve ser evitado.

O vírus é eliminado quando a carne é cozida em altas temperaturas, mas qualquer pessoa que lida ou abate um animal infectado tem risco de pegar o ébola.

Informação

A FAO está trabalhar com governos e escritórios locais da OMS na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, para melhorar as informações sobre o vírus nas comunidades. São utilizados serviços de extensão agrícola e também rádios rurais.

Com caçadores, veterinários e universidades locais, a agência trabalha na criação de sistemas de vigilância da vida selvagem, para tentar detectar sinais precoces do ébola.

A FAO destaca ainda que não existe vacina para a doença, letal em 90% dos casos, sendo hemorragia severa e falência múltipla dos órgãos os principais sintomas.

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