Especialistas analisam estado da economia mundial após vários anos de crise

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Em entrevista à Rádio ONU, analistas do Banco Mundial e da Fundação Getúlio Vargas disseram que o pior já passou, mas ainda há muita coisa a ser feita; para Lígia Maura Costa, falta regulamentação do mercado financeiro; já Otaviano Canuto cita crescimento econômico e alto desemprego.

Economia mundial em recuperação lenta. Foto: Banco Mundial

Edgard Júnior, da Radio ONU em Nova York.

A situação da economia mundial desde o início da crise financeira internacional foi analisada por especialistas ouvidos pela Rádio ONU para uma reportagem especial. Segundo dois especialistas em economia, ainda é cedo para falar em fim absoluto do processo iniciado em dezembro de 2007.

A Rádio ONU ouviu a professora titular da Fundação Getúlio Vargas, Lígia Maura Costa, que também leciona na Universidade francesa Science Po e na suíça Sangalen. Segundo a professora, a "bolha" mais grave acabou.

Regulamentação

"A crise ou o pior da crise, em princípio, passou mas ainda tem muito trabalho a ser feito para uma retomada da economia internacional. Em primeiro lugar, acho que não foi atacado o problema que gerou a crise. Porque a crise, na verdade, foi gerada pela falta de regulamentação bancária onde os bancos não eram muito controlados e não são ainda hoje e, também, com o comportamento, eu diria, irresponsável do mercado financeiro."

A professora explicou que um dos grandes problemas de qualquer crise econômica é a situação do emprego. Segundo ela, preocupa a questão do desemprego na Europa e num nível um pouco menor nos Estados Unidos.

Crescimento

Para Lígia Maura Costa, a recuperação econômica mundial depende fundamentalmente do crescimento dos Estados Unidos.

O economista sênior do Banco Mundial para os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Otaviano Canuto, também acredita no fim da crise, mas na sua opinião o crescimento não voltou.

"O crescimento não voltou e a situação continua vulnerável, vulnerável não à situações de crise, mas problemáticas. Você tem a questão do desemprego em boa parte do mundo, você tem um potencial de crescimento mais baixo do que antes da crise e tem um conjunto de riscos que individualmente podem não ser tão significativos mas que estão aí e que a gente tem que prestar atenção."

Ele disse que o cenário para 2014 é um pouco melhor do que o registrado no ano passado.

Para Canuto, não é uma questão de a crise ter acabado ou não. Na sua opinião, existem sinais positivos e negativos e por isso o crescimento econômico é tímido e só está ocorrendo em algumas regiões.

As entrevistas na íntegra e a continuação da reportagem poderão ser ouvidas na Rádio ONU a partir de terça, 8 de julho.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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