Especial: guia portuguesa apresenta ONU a turistas lusófonos

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Reportagem da Rádio ONU conheceu grupo de brasileiros acompanhado pela guia Márcia Soares Pinto; visita inclui passagem pela sala do Conselho de Segurança e lições sobre a história das Nações Unidas.

Grupo de turistas com a guia Márcia Soares Pinto

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A cidade de Nova York oferece aos turistas várias opções de cultura, lazer, compras e também a chance de saber mais sobre diplomacia e relações internacionais.

Essa oportunidade é encontrada na sede da Organização das Nações Unidas, no lado leste da ilha de Manhattan, que recebe há mais de 60 anos visitantes de todo o mundo. O tour pode ser acompanhado em vários idiomas como inglês, espanhol, francês, japonês e também em portguês.

Conselho de Segurança

A Rádio ONU acompanhou uma visita guiada de turistas brasileiros. Eles foram recebidos na sede da entidade pela portuguesa Márcia Soares Pinto.

É no terceiro andar do prédio de conferências que a maior parte da visita acontece. Dali, eles podem ver a sala de um dos principais órgãos da ONU…

"Agora estamos na sala do Conselho de Segurança, que é um espaço também recentemente renovado. O mural que estão a ver ali foi feito pelo artista norueguês Per Krohg. O Conselho de Segurança, um dos órgãos principais da organização. Já ouviram falar? Sim? Vamos então ver em detalhe o que faz o Conselho de Segurança."

Missões de Paz

E Márcia Soares Pinto segue com as explicações sobre o órgão, formado por 15 países-membros, com a principal função de manter a paz e a segurança internacional.

Nos corredores das Nações Unidas, o grupo de turistas aprende sobre as missões de paz. 

"Há 15 operações de manutenção de paz espalhadas pelo mundo e nessas operações trabalham cerca de 110 mil capacetes azuis."

O assunto chama a atenção dos visitantes, que pedem mais detalhes à guia Márcia.

Sobrinho

"- O Haiti é uma operação de manutenção de paz onde a maioria dos capacetes azuis são efetivamente brasileiros."

Na sala do Conselho de Segurança, com mural de Per Krohg ao fundo

" – Mas o Brasil se voluntariou?"

" – Sim, os capacetes azuis são contribuições voluntárias dos Estados-membros."

Entre uma explicação e outra, Sueli Sanches, de São Paulo, elogia a visita ao prédio das Nações Unidas.

"Eu estou apreciando muito porque desde que sou criança eu ouço falar na ONU. Porém, a gente não tem uma dimensão exata do que é feito, de como as coisas acontecem. Estou com meu sobrinho de 14 anos e acho que para ele será uma experiência inesquecível."

Assembleia Geral

Outra visitante, Rosivânia Trentin, da cidade de Americana, em São Paulo, gostou de saber mais sobre a presença dos militares brasileiros na ilha caribenha. 

"Ah, eu gostei da parte da segurança nacional. Porque acho que a gente vê muito no Brasil falar do Haiti, então eu me identifiquei mais com essa parte."

O grupo aprende também sobre desarmamento, um dos principais temas da agenda da Assembleia Geral. O interesse cresce no momento em que a guia pede atenção com um objeto-símbolo da Segunda Guerra Mundial. 

Japão 

"A estátua de Santa Inês estava localizada em Nagasaki quando uma de duas bombas nucleares foi lançada sobre o Japão. A frente está relativamente ok, mas se vocês caminharem naquela direção, vão ver algo diferente. Como vocês podem ver aqui, o calor da explosão nuclear fez de uma forma que a pedra derreteu como manteiga. E aqui temos moedas e latas que foram encontradas em Hiroshima."

Grupo observa a estátua de Santa Inês

Sempre atenta e solícita às perguntas dos visitantes, a guia Márcia Soares Pinto compartilha informações sobre a ajuda humanitária fornecida pela ONU às pessoas mais vulneráveis, sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e sobre a recente reforma do prédio da ONU.

Ingressos

Estar no centro da diplomacia internacional ouvindo explicações em português foi o diferencial que mais agradou a Fábio Bulgarelli, de Campinas.

"A facilidade para compreender o que está sendo dito e explicado é muito maior, mesmo para alguém que fale fluentemente inglês. Com certeza ter a língua nativa do nosso país facilita muito a compreensão de todos os detalhes do tour. Foi muito interessante poder conhecer um pouco mais sobre qual é a missão real da ONU, ver a ONU acontecendo, a gente teve até a oportunidade de passar em uma das salas e estar acontecendo uma reunião. Foi o mais interessante poder vivenciar essa experiência de ONU por um dia."

Os ingressos para a visita guiada à ONU precisam ser comprados com antecedência pelo site "Visit.un.org". Adultos pagam US$ 18, o equivalente a quase R$ 40; estudantes com identidade pagam US$ 11 e há desconto para crianças de até 12 anos de idade e pessoas com mais de 60 anos, que pagam US$ 9. A visita tem duração de uma hora.

Ouça também a entrevista completa com Márcia Soares Pinto. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE SETEMBRO DE 2014
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