Entrevista: Miguel de Serpa Soares

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Novo subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Jurídicos, o advogado português fala à Rádio ONU sobre as prioridades no posto, o trabalho com o secretário-geral e a experiência de dirigir um departamento com 200 pessoas de 60 países.

Miguel de Serpa Soares. Foto: Rádio ONU

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Miguel de Serpa Soares foi nomeado subsecretário-geral da ONU para Assuntos Jurídicos em setembro de 2013.

Português, nascido em Angola, ele estudou direito em Lisboa e na Bélgica.

Aos 47 anos de idade, Serpa Soares é o mais jovem subsecretário-geral a ocupar o cargo de jurisconsulto do chefe das Nações Unidas.

Tribunal Penal Internacional

Antes de chegar à ONU, ele trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e representou o país em vários fóruns internacionais incluindo o Conselho da Europa, o Tribunal Penal Internacional e a própria Organização das Nações Unidas.
Atualmente, o jurista chefia um departamento com 200 funcionários de 60 países.

"Como você pode imaginar, isto dá uma riqueza cultural, linguística e de experiências absolutamente fantástica. Não há outro sítio no mundo assim para trabalhar", declara.

Sindicato

Ao nomear o advogado português para o cargo, Ban Ki-moon ressaltou a experiência de Serpa Soares no que chamou do talento do jurista para com "sensibilidades na política internacional", além de "abordagens inovadoras de negociação".

Segundo o novo subsecretário-geral, muitas dessas experiências foram consolidadas durante o início da carreira. Ele citou o exemplo de quando teve que negociar com sindicatos de estivadores em Portugal para obter uma solução que atendesse à categoria, mas também aos empregadores.

Ao deixar a mesa de negociações, a performance de Serpa Soares foi elogiada por funcionários e patrões.

Herança Portuguesa

Além do treinamento profissional e das habilidades de um líder diligente, o jurista afirma que parte deste sucesso na carreira deve-se ao fato de sua herança portuguesa. E argumenta sua opinião com exemplos da História do país europeu.

"Nós portugueses, na cultura portuguesa, nós estamos habituados a falar com toda a gente (…) É como se o multiculturalismo já está no nosso sangue, faz parte do nosso código genético.  E o português, como o brasileiro, normalmente está sempre à vontade em todo os lados do mundo e sabe falar com toda a gente. (…) Portugal é um país pequeno apesar de ter sido um grande império, tem imigrantes em todos os lados do mundo. É um país habituado ao diálogo, a tentar construir consensos, isso obviamente aqui ajuda. Nós temos uma facilidade a aceitar a cultura do estrangeiro, a cultura dos outros. E aqui, nas Nações Unidas, esse é o nosso dia-a-dia. Isso ajuda de facto", afirma.

Acompanhe a conversa com Mônica Villela Grayley.

Duração: 10:34"

 

 

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