Conselho de Segurança faz reunião de emergência sobre Israel e Gaza

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Secretário-geral disse que escalada da tensão pode levar a uma "ofensiva em terra"; palestinos pediram proteção de civis e embaixador israelense disse que nenhum país pode aceitar o que Israel está tendo que enfrentar agora.

Faixa de Gaza. Foto: Irin/Ahmed Dalloul

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência na manhã desta quinta-feira para debater a escalada da tensão em Israel e nos Territórios Palestinos.

O secretário-geral Ban Ki-moon participou do encontro, que foi seguido de uma reunião a portas fechadas. Segundo Ban, existe o risco de uma escalada da violência em toda a região de Gaza, assim como em Israel, com uma ameaça de ofensiva por terra.

Civis

Mas para ele, tudo isso pode ser evitado caso o movimento islâmico Hamas suspenda o lançamento de foguete s contra Israel. Segundo Ban, mais uma vez, são os civis que estão tendo que pagar o preço do conflito.

O chefe da ONU disse que as fações palestinas Hamas e Jihad Islâmica dispararam mais de 550 foguetes e morteiros a partir de Gaza contra Israel nos últimos dias. Ele também lembrou que as forças de defesa israelenses fizeram mais de 500 ataques aéreos às instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em Gaza, além de residências dos integrantes dos grupos.

Desalojados

Segundo agências de notícias, pelo menos 80 palestinos morreram, muitos deles civis. O número de feridos ultrapassa 330. Ban afirmou que desde a tarde desta quarta-feira, cerca de 150 casas foram destruídas pelos bombardeios desalojando 900 pessoas.

O exército de Israel informou que três foguetes foram disparados contra Jerusalém, um deles caiu no norte da cidade. Outras cidades também estão sendo atingidas, incluindo Tel Aviv e Ashdod.

O representante palestino na ONU, Ryad Mansour, disse que o Conselho de Segurança tem que proteger a vida dos civis, especialmente na Faixa de Gaza. Ele acusou Israel de cometer violações de direitos humanos.

Solução Pacífica

Mansour disse que o órgão não pode continuar paralisado e solicitou resoluções para salvar vidas, além de uma solução pacífica baseada em dois Estados.

Já o embaixador de Israel, Ron Prosor, disse que os ataques do Hamas não podem ser tolerados por ninguém.

Segundo o embaixador, a situação é absolutamente inaceitável. Ele afirmou que nenhum país, governo ou povo pode tolerar isso. Ele declarou que por vários anos, Israel pediu à comunidade internacional para condenar o ataque com foguetes a Israel e ninguém respondeu. O embaixador finalizou dizendo que uma cultura que celebra o assassinato e o martírio vai estar sempre em guerra entre si e com os vizinhos.

Estudantes e Adolescente

Ban Ki-moon disse que os ataques de ambos os lados continuaram nesta quinta-feira, numa situação que já era precária antes da erupção da crise, com o sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses e depois de um adolescente palestino.

O secretário-geral disse que os atos quebraram um período de relativa calma, e pediu que os responsáveis sejam levados à justiça.

Ban quer que as partes do conflito, parceiros regionais e a comunidade internacional façam o possível para retomar negociações para produzir uma solução viável de dois Estados.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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