Chefe da ONU deplora perseguição aos cristãos e a minorias no Iraque

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Nota do chefe do secretário-geral menciona morte, rapto, deslocamento e fuga do país de de vários iraquianos; cidadãos de etnias turcomana, yazidi e shabak também são alvos da violência.

Iraquianos fogem da violência em Mossul rumo ao Curdistão. Foto: Acnur/I. Colijn

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas condenou “nos termos mais fortes a perseguição sistemática de populações minoritárias” no Iraque pelo movimento Estado Islâmico, IS, e grupos armados associados.

Em nota emitida pelo seu porta-voz, Ban Ki-moon disse estar particularmente perturbado com denúncias de ameaças contra os cristãos em Mossul e em outras áreas controladas pelo IS no país.

Execução

A ONU estima que dezenas de milhares de membros desses grupos étnicos e religiosos minoritários foram deslocados ou forçados a fugir em busca de refúgio. Vários outros foram executados e sequestrados.

Os atos atribuídos ao grupo incluem ultimatos para que as vítimas optem entre a sua conversão, pagamento de uma taxa, emissão de uma licença ou que estas enfrentem uma iminente execução.

O pronunciamento considera igualmente repugnante o relato de sequestros, de assassinatos ou da destruição de propriedades de iraquianos  das etnias turcomana, yazidi e shabak.

A ONU realça informações a apontar ainda para a marcação de habitações de cristãos e de cidadãos de etnia xiita e shabak, em Mossul.

Mossul e Nínive

De acordo com Ban, ações como o ataque direto e perseguição já decorrem por várias semanas em Mossul e na província Nínive contra "comunidades minoritárias que viveram juntas por milhares de anos".

O secretário-geral reitera que qualquer ataque sistemático contra civis, ou uma parte destes “devido à sua origem étnica, crenças religiosas ou fé pode constituir um crime contra a humanidade e que os autores devem ser responsabilizados".

Proteção de Civis

A todos os grupos armados, incluindo o  IS e às formações associadas, Ban apela ao respeito ao direito internacional humanitário e à proteção dos civis que vivem nas áreas sob o seu controlo.

As Nações Unidas prometeram intensificar os seus esforços em cooperação com o Governo do Iraque e as autoridades regionais do Curdistão.

O objetivo é atender às necessidades humanitárias urgentes dos deslocados pelo conflito atual e “à ameaça terrorista enfrentada por grupos minoritários do país e da região”.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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