Cabo Verde com o melhor IDH entre países africanos lusófonos

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Nação ocupa a 123ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano, enquanto Moçambique está no fim da lista, no 178° lugar; Portugal aparece em 41; Pnud diz que 1,5 mil milhão de pessoas no mundo são pobres.

Foto: Pnud/Aude Rossignol

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Foi divulgado esta quinta-feira em Tóquio, Japão, o novo ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, IDH. Noruega está no topo da lista, seguida por Austrália e Suíça.

Entre as oito nações de língua portuguesa, Portugal é o único país com "altíssimo índice de desenvolvimento humano", a ocupar o 41° lugar da lista produzida pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

Desempenho

O IDH leva em consideração como as nações estão em termos de desigualdade, pobreza, saúde, educação, segurança, integração, meio ambiente e igualdade de género.

O Brasil está na posição 79 do ranking e Timor-Leste ficou com o lugar 128.

Cabo Verde tem o melhor desempenho entre as nações africanas de língua portuguesa, a ocupar o lugar de número 123 e segundo o Pnud, o país desceu dois degraus na comparação com 2012.

São Tomé e Príncipe ocupa o lugar 142, seguido por Angola, que detém a posição 149. Entre as nações com "baixo índice de desenvolvimento humano" estão Guiné-Bissau, no lugar 177, com Moçambique na sequência, a ocupar a 178ª posição. A avaliação do Pnud foi feita em 187 países.

De Nova Iorque, a assessora de comunicação do Pnud, Carolina Azevedo, explicou à Rádio ONU o desempenho das nações africanas lusófonas.

Progressos

"Países lusófonos todos apresentaram uma melhora no IDH. Angola ainda está em baixo desenvolvimento humano, mas a tendência do IDH é ascendente. Quer dizer, o IDH vem aumentando. Isso que é importante a gente ressaltar. Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, (é preciso) fortalecer a capacidade desses países de resistir crises, dívida externa, segurança alimentar, vulnerabilidade desses países à mudança climática, aumento do nível do mar, então aumentar a resistência desses países é sumamente importante."

Ruanda e Etiópia foram as nações de África Subsaariana a registar o crescimento mais rápido, seguidas de Angola, Burundi, Mali e Moçambique. Mas mesmo com os progressos, a região é a mais desigual do mundo.

O relatório do Pnud alerta ainda para a situação de 2,2 mil milhões de pessoas no mundo que são pobres ou quase pobres. Neste ano, o documento do IDH tem como tema "vulnerabilidade e resiliência".

A agência pede provisão universal de serviços sociais básicos e políticas mais fortes de proteção social, além de empregos para avançar e garantir os progressos do desenvolvimento.

Medidas

Segundo o Pnud, a vulnerabilidade persistente ameaça o desenvolvimento humano e deve ser totalmente combatida com "políticas e normais sociais". Sem isso, há risco de o progresso não ser sustentado nem equitativo.

De acordo com medidas baseadas em renda, 1,2 mil milhão de pessoas no mundo vivem com US$1,25 por dia ou menos. Mas o Índice de Pobreza Multidimensional revela que quase 1,5 mil milhão em 91 países em desenvolvimento estão a viver na pobreza, privados de saúde e educação.

Apesar da pobreza estar a diminuir no geral, quase 800 milhões correm risco de voltar a ser pobres. Também em países em desenvolvimento, 200 milhões de pessoas por ano são afetadas por desastres naturais. O relatório destaca ainda que a globalização trouxe benefícios, mas também vulnerabilidades económicas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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