Brasil volta a defender dois Estados para pôr fim à crise israelense-palestina

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Em discurso durante sessão especial no Conselho de Direitos Humanos sobre crise em Gaza e em Israel, representante brasileira condenou violência dos dois lados.

Maria Luisa Escorel de Moraes. Foto: OIT

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil discursou nesta quarta-feira numa sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para discutir a situação da violência na Faixa de Gaza e em Israel.

A representante brasileira Maria Luisa Escorel de Moraes começou condenando o bombardeio de Israel a Gaza e depois o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel.

Instabilidade

A diplomata disse que o governo brasileiro está gravemente preocupado com a piora da crise entre Israel e os palestinos que só aumenta a instabilidade no Oriente Médio e a situação drástica nos Territórios Palestinos.

O Brasil voltou a pedir a produção de uma solução baseada em dois Estados, um palestino e outro judaico, vivendo lado a lado. Maria Luisa Escorel de Moraes citou ainda o estoque de armas numa escola da Agência de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, em Gaza.

Impacto

Segundo a representante brasileira, Israel não pode negligenciar suas responsabilidades sobre a lei humanitária internacional de proteger a população civil palestina.

Em seu discurso, ela também afirmou que o impacto socioeconômico da escalada da violência sobre os palestinos é um motivo de grande preocupação. A diplomata diz que o Brasil apoia a abertura de um inquérito internacional para apurar possíveis violações dos direitos humanos na região. A proposta foi feita pela própria alta comissária da ONU, Navi Pillay.

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