Banco Mundial ressalta expansão do setor não-petrolífero em Angola

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Em 2013, Produto Interno Bruto real cresceu 4,4%; estabilização da inflação a um dígito ditada pela produção agrícola e pela importação de alimentos a preços mais baixos.

Foto: ONU/Brownie Harris

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O setor não-petrolífero de Angola registou um crescimento de 6,3% em 2013, revelou o Banco Mundial.

No seu relatório mais recente sobre o país, o órgão realça que a economia angolana está no bom caminho depois de ter registado um crescimento do Produto Interno Bruto real de 4,4% no ano passado.

Receitas do Petróleo

Na Atualização Económica sobre Angola, o Banco Mundial revela que tal desempenho ocorreu apesar de uma ligeira desaceleração devido a uma queda nas receitas do petróleo. 

Entre 2009 e 2011, o país registou um crescimento médio de 3,5%, seguido dos 5,2% de 2012. A performance angolana resultou da recuperação do setor agrícola e dos investimentos no setor de energia elétrica.

A expansão da produção agrícola e da importação de alimentos a preços mais baixos são tidos como os responsáveis pela manutenção da taxa de inflação a um dígito.

Recuperação

O diretor do Banco Mundial para Angola disse que a expectativa é que a inflação continue a cair. Para Gregor Binkert o desempenho deve ocorrer com a redução dos índices globais de preços agrícolas e a recuperação verificada na produção no setor após a seca de 2012.

Choques

A queda registada nas receitas do petróleo, juntamente com um aumento nos gastos, pode ter ditado o primeiro deficit fiscal angolano desde 2009.

O Banco Mundial explica que apesar dos excedentes significativos, o país continua exposto aos choques externos. As receitas de exportação petrolífera, que dominam na obtenção de divisas, acompanharam a queda dos preços mundiais do produto em 2013.

Indústrias Extrativas

As autoridades foram aconselhadas a reforçar a competitividade das exportações do setor não-petrolífero, incluindo indústrias extrativas não-petrolíferas.

O objetivo é a ajudar a manter um excedente estável da conta corrente e reduzir a exposição à volatilidade do país dos termos de troca.

Luanda também foi aconselhada a reformar o sistema tributário como forma de reduzir a exposição às flutuações das receitas relativas ao petróleo.

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