Ban Ki-moon reforça pedido por cessar-fogo imediato em Gaza

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Em Israel, secretário-geral encontrou-se com primeiro-ministro Benjamin Netanyahu; Ban participou por videoconferência de novo encontro do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio.

Ban participa de reunião do Conselho de Segurança por videoconferência. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU participou por videoconferência de um debate aberto do Conselho de Segurança sobre a situação do Oriente Médio. Ban Ki-moon está em viagem oficial a Ramallah, na Cisjordânia

Nos últimos dias, Ban passou ainda por Catar, Kuwait, Egito e Israel, num esforço para tentar colocar um fim no conflito entre israelenses e palestinos. Ao Conselho, Ban afirmou que teve discussões intensas com os líderes de todos os países. Ele encontrou-se ainda com o presidente palestino, Mahmoud Abbas e com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Obstáculos

O secretário-geral disse que o momento é bastante sensível e por isso não pode tornar público os detalhes das conversas. Mas Ban Ki-moon afirmou ter a esperança de que o diálogo com os líderes resulte no fim do conflito num futuro próximo, apesar de "obstáculos e complexidades".

O chefe da ONU voltou a ressaltar que o cessar-fogo é "essencial", mas que os problemas nunca serão resolvidos se "questões mais profundas" não forem tratadas entre israelenses e palestinos.

Ban lembrou que o presidente Abbas apoia o plano de cessar-fogo proposto pelo Egito em novembro de 2012, mas lamentou que o movimento islâmico "Hamas não tenha respondido de forma positiva".

Desabrigados

Com o primeiro-ministro Netanyahu, o secretário-geral discutiu "preocupações legítimas de Israel com a segurança".

Ao falar para o Conselho de Segurança, Ban mais uma vez condenou que Hamas e a Jihad Islâmica estejam lançando foguetes de forma deliberada contra Israel. Ao mesmo tempo, ele disse estar alarmado com a "resposta pesada israelense" e o número de civis mortos pelo conflito.

Segundo Ban, cerca de 100 mil pessoas, ou 5% da população de Gaza, estão abrigadas em instalações da Unrwa, a agência da ONU de Assistência a Refugiados Palestinos.

O secretário-geral pediu que o apelo financeiro feito pela agência seja atendido. A Unrwa precisa com urgência de US$ 60 milhões para ajudar os civis.

Falha Internacional

Com o conflito, 77 instalações da Unrwa foram danificadas e 23 tiveram de ser fechadas. Ban disse ser inaceitável que alguns dos locais tenham sido usados para estocar armas.

Ban Ki-moon reconheceu que a comunidade internacional deve assumir responsabilidade pela crise, que segundo ele, é "resultado de uma falha coletiva em alcançar uma solução política para o conflito israelense-palestino".

Jordânia e Arábia Saudita são os próximos países a serem visitados pelo secretário-geral.

Palestinos

No Conselho de Segurança, o embaixador da Palestina afirmou que os bombardeios de Israel contra áreas habitadas por civis já resultaram na destruição de 1 mil casas e danos a outras 8 mil residências.

Ryad Mansour mostrou fotografias das vítimas do conflito e afirmou que 600 palestinos já morreram e outros 3,5 mil ficaram feridos.

Ele também leu os nomes de crianças que teriam sido "assassinadas pelas forças de ocupação israelenses". Mansour reafirmou o compromisso do governo palestino em encontrar uma solução política para o conflito.

Israelenses

Na sequência, o Conselho ouviu o vice-representante de Israel na ONU afirmou que no momento, as Forças de Defesa de seu país lutam para retirar de Gaza a "infraestrutura militar do Hamas" que "aterroriza israelenses e palestinos há mais de uma década".

Segundo David Roet, o Hamas enviou homens-bomba a cafés e ônibus em Israel e "terroristas armados" atacaram casas e escolas, além de lançarem 12 mil foguetes nos últimos 10 anos.

O representante de Israel pediu que o presidente Abbas tome uma decisão: que continue apoiando em silêncio o Hamas ou assuma liderança e dissolva o governo de unidade palestino. Roet não falou no total de israelenses mortos, mas agências de notícias afirmam que pelo menos 30 morreram nas últimas semanas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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