Ban espera que pausa humanitária em Gaza leve à calma duradoura

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Segundo secretário-geral, cessar-fogo temporário mostra que fim dos confrontos é possível quando o interesse dos civis é colocado em primeiro lugar; PMA conseguiu entregar comida à população durante intervalo.

Cessar-fogo temporário em Gaza. Foto: Unicef/Eyad El Baba

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU elogiou a pausa humanitária ocorrida em Gaza esta quinta-feira. O cessar-fogo temporário de cinco horas foi mediado pelo coordenador especial para o Oriente Médio, Robert Serry.

A nota de Ban Ki-moon afirma que durante o período, foi possível fazer reparos em infraestruturas de água e de energia e que em Israel, a população teve uma trégua dos explosivos.

Cessar-Fogo

Para o secretário-geral, a pausa mostra que o fim dos confrontos é possível, se os lados em conflito demonstrarem vontade e colocarem os interesses dos civis em primeiro lugar.

Ban espera que a pausa humanitária leve à uma paz duradoura. Ele expressou mais uma vez seu apoio aos esforços internacionais, liderados pelo Egito, na busca de um cessar-fogo.

Motivos

O secretário-geral acredita ser fundamental que sejam tratados os fatores que levaram à recente escalada das tensões, incluindo questões de governança, necessidade do retorno de um governo palestino legítimo para Gaza e abertura de todas as passagens legais na região.

Ban Ki-moon reforça que as Nações Unidas estão prontas para ajudar a facilitar qualquer esforço neste sentido. O coordenador especial já foi enviado para Gaza para ajudar no alcance de um cessar-fogo, que liberte palestinos e israelenses de um futuro de violência.

Comida

Durante a pausa humanitária, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, conseguiu entregar comida a milhares de pessoas afetadas pela violência na Faixa de Gaza.

Houve a distribuição de cupons para compra de alimentos e transporte de farinha, pão e atum em lata, que serão entregues para 85 mil pessoas nos próximos dias, se a segurança permitir.

Segundo agências de notícias, mais de 220 palestinos e um israelense morreram desde o início dos ataques.

A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, condenou duas explosões no acampamento de Deraa na terça-feira, que mataram nove palestinos e três sírios.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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