Ban diz que continuará a pressionar para cessar-fogo entre Gaza e Israel

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Após ter estado em Qatar, chefe da ONU segue para Egito, Israel e Ramallah;  agências de notícias registaram o que chamam de dia mais sangrento após arranque da ofensiva terrestre em Gaza.

Ban Ki-moon Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que continuará a pressionar por um cessar-fogo imediato, ao abordar a operação militar de Israel em Gaza e os ataques com foguetes do Hamas e da Jihad Islâmica.

Ban Ki-moon falava, este domingo, em Doha, após um encontro com o ministro das Relações Exteriores do Qatar, Khalid Bin Mohamed Al-Attiyah.

Dia Sangrento

As declarações foram feitas quando agências de notícias registaram o que consideram o dia  mais sangrento sofrido pelos dois lados desde o início da ofensiva em Gaza.

De acordo com os dados das agências, Israel teria anunciado a morte de 13 dos seus soldados desde a noite de sábado.

Em Gaza, pelo menos 87 pessoas teriam perdido a vida, no domingo, no que teria elevado o total de mortos na área para mais de 425.

Negociações

O chefe da ONU disse que, além de abordar um cessar-fogo, seria simplesmente uma insensatez tentar retornar ao estado anterior das coisas. Conforme explicou, não é sustentável voltar ao cerco contínuo a Gaza

Para Ban,  abordar as causas profundas do conflito é a única forma de evitar o ciclo de guerras e de insegurança. Para tal, reafirmou a necessidade do retorno à mesa de negociações para conversações para uma solução de dois Estados.

Segurança e Esperança

A Israel e ao territórios palestinianos Ban disse  que precisam  ter uma sensação de segurança e de vislumbrar um horizonte de esperança.

Ban disse que efetua uma deslocação de solidariedade e de paz, ao realçar o papel vital do Qatar nos esforços para resolver a crise. Ele disse ter tido um encontro produtivo com o Emir Sheikh Tamim bin Hamad Al-Thani.

Justiça

Ambas as partes foram lembradas da necessidade de assegurar a importância do direito internacional humanitário. O chefe da ONU disse  que haverá responsabilização e justiça para os crimes cometidos por qualquer uma delas.

O secretário-geral disse ainda que deverá encontrar-se com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, com quem deve prosseguir as discussões com vista a encontrar o caminho para a paz.

Depois da reunião com Abbas, Ban Ki-moon anunciou que  segue para o Egito, para Israel e para a cidade de  Ramallah.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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