Agências humanitárias vão lançar apelo de emergência para Gaza

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Valor deve ser divulgado nos próximos dias, segundo vice-chefe do Ocha; ao Conselho de Direitos Humanos, Kyung-wha Kang lamenta que a falta de segurança tenha ampliado "o terror e o trauma para os civis".

Kyung-wha Kang. Foto: ONU/Violaine Martin

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários alertou esta quarta-feira sobre a urgência de apoio financeiro internacional para ajudar a população de Gaza.

Segundo a vice-chefe do Ocha, Kyung-wha Kang, as agências humanitárias vão lançar um apelo de emergência nos próximos dias. Ela discursou no Conselho de Direitos Humanos, que debate numa sessão especial o conflito entre israelenses e palestinos.

Mortes

Kang falou sobre a piora da situação humanitária na Faixa de Gaza devido ao aumento da violência. A vice-representante do Ocha afirmou que desde 7 de julho, 600 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza, sendo 74% civis e um terço crianças.

Segundo Kang, "as operações militares de Israel" deixaram 3,5 mil pessoas feridas", mas ela também destacou que "28 israelenses foram mortos em combates com militantes palestinos", que já lançaram 2 mil foguetes contra Israel.

Trauma

A vice-chefe do Ocha citou casos de ataques israelenses contra bairros de Gaza e afirmou que "a falta de segurança ampliou o terror e o trauma enfrentado pelos civis". Por isso, Kang pediu um cessar-fogo "com urgência".

Também no Conselho de Direitos Humanos, foi confirmado que já são 118 mil pessoas abrigadas em instalações do Escritório da ONU de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa. Com a violência, esses civis deixaram suas casas e agora estão espalhados em 77 escolas da agência em Gaza.

Incidentes

Na segunda-feira, uma escola da Unrwa foi atingida por explosivos e no local, estão abrigados 300 deslocados internos. Segundo a agência, uma criança ficou ferida. Na terça-feira, enquanto representantes da Unrwa visitavam o local para calcular os danos, a escola foi novamente atacada, "colocando em risco a vida dos civis e dos trabalhadores humanitários".

Também na terça-feira, funcionários da agência encontraram foguetes escondidos em uma de suas escolas. O local estava vazio, mas fica próximo de outras duas escolas que juntas, abrigam 3 mil deslocados. A Unrwa condenou "grupos responsáveis pela flagrante violação da inviolabilidade de suas instalações, como manda a lei internacional".

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, confirmou a entrega de refeições para 100 mil pessoas na Faixa de Gaza, mas alerta que seus estoques de alimentos prontos para consumo estão diminuindo.

Em conjunto com o Unrwa, o PMA está fornecendo comida para os desalojados nas escolas. Houve também a distribuição de 6,3 mil cupons eletrônicos para a compra de alimentos. A agência precisa de US$ 30 milhões para continuar suas operações em Gaza e na Cisjordânia. A quantia equivale a mais de R$ 66 milhões.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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