África vai atrair US$ 150 mil milhões de investimento direto estrangeiro

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Comissão da União Africana prevê que desempenho ocorra em 2015; Cabo Verde mencionado como um dos maiores recetores; secretário-geral diz que continente gera eletricidade correspondente a pouco mais da metade da que é produzida em Nova Iorque.

Ban apontou para desafios colocados na expansão económica africana, destacando a eletricidade. Foto: ONU/Gill Fickling

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O investimento direto estrangeiro em África deve aumentar para US$ 150 mil milhões em 2015, defendeu esta quinta-feira a Comissão da União Africana.

As declarações foram feitas numa reunião da Assembleia Geral que debate o tema. Cabo Verde é um dos países citados pela entidade por ter registado um alto fluxo de investimentos juntamente com Gana, Botsuana, Tanzânia e Ilhas Maurícias em 2013.

Infraestrutura

De acordo com o documento, o continente conseguiu atrair US$ 55 mil milhões em 2010 e US$ 80 mil milhões no ano passado. Mas África deve precisar de US$ 100 milhões para investir na infraestrutura, uma área que atualmente envolve apenas US$ 45 mil milhões.

O representante da União Africana junto das Nações Unidas, Téte António, disse que para o crescimento ocorrer, é necessária cooperação e não ajuda.

Crescimento

"A mensagem-chave é que nós sabemos que temos prioridades definidas e que os parceiros venham cooperar conosco olhando para essas prioridades. Falamos muito do crescimento nas infraestruturas. Não podemos falar em desenvolvimento e na integração económica se não tivermos infraestruturas. Esta uma das áreas nas quais temos estado a insistir."

O informe pede o fim do protecionismo na agricultura "em nome do comércio justo". De acordo com a entidade, os africanos estão a perder devido a barreiras tarifárias e não tarifárias.

Remessas

O informe pede urgência na redução das taxas de envio de remessas dos africanos no exterior, dos atuais 12% para 5%, como foi prometido pelos países mais industrializados do mundo.

O que são consideradas "super taxas" são tidas como as responsáveis por privar famílias de fundos de investimento e retardar o desenvolvimento africano.

Eletricidade

No evento, o secretário-geral da ONU apontou para desafios colocados na expansão económica africana, com destaque para a eletricidade.

Como referiu, excluindo a África do Sul, a produção elétrica em África corresponde a pouco mais da metade dos 40 mil megawatts disponíveis em Nova Iorque.

Ban Ki-moon lembrou que o continente tem vastos recursos ainda por explorar e pode tirar vantagens da nova revolução energética, além de promover um crescimento de baixo carbono.

Défice

O responsável disse ainda que tecnologias para usar recursos renováveis como energia solar e eólica estão mais acessíveis. Além disso, apontou novas descobertas de gás, de projetos hidroelétricos e de tecnologias de comunicação que podem ajudar o desenvolvimento.

O presidente da Assembleia Geral disse concordar que o investimento na infraestrutura possa contribuir para o crescimento da atividade económica. John Ashe destacou que o continente vai precisar de cerca de US$ 93 milhões anuais para ultrapassar o atual défice infraestrutural.

Ashe prometeu apoio do órgão para impulsionar o envolvimento das autoridades africanas com setor privado em áreas como agricultura, aumento de investimentos e industrialização.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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