Acnur: "Falta de apoio a sul-sudaneses pode ter consequências drásticas"

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Agência prevê que número de refugiados nos países vizinhos aumente em mais de 85% até ao fim do ano; cerca de 14 mil crianças chegaram desacompanhadas aos países de acolhimento.

Refugiados sul-sudaneses na Etiópia. Foto: Acnur/P.Wiggers

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou esta sexta-feira para "consequências drásticas" se não forem aumentadas as contribuições para ajudar as vítimas do conflito no Sudão do Sul.

Os possíveis efeitos incluem a escassez de alimentos, o agravamento das condições sanitárias, o aumento do risco de doenças e cortes nos programas de educação dos refugiados.

Fim do Ano

As agências humanitárias precisam urgentemente de US$ 658 milhões para ajudar 715 mil refugiados projetados até ao fim deste ano. Atualmente, os países vizinhos abrigam mais de 400 mil sul-sudaneses.

O pedido foi feito no dia em que agências de notícias informaram que a União Europeia anunciou sanções contra dois líderes militares sul- sudaneses acusados de obstruir o processo de paz do país.

Trata-se do líder rebelde Peter Gadet e do comandante do exército, Santino Deng, apontados como tendo ligações com as atrocidades ocorridas nos últimos seis meses.

O bloco defende que a retomada das negociações que levem à formação de um governo de transição é o único caminho para o Sudão do Sul, que esta semana assinalou três anos da sua independência.

Êxodo

O Acnur disse que o conflito e o agravamento da situação humanitária no Sudão do Sul provocam um êxodo de refugiados para a Etiópia, o Quénia, o Sudão e o Uganda, numa taxa muito maior do que as previsões iniciais.

A agência aponta para muitos dos refugiados, obrigados a percorrer longas distâncias em busca de segurança, a chegar exaustos, traumatizados, desnutridos e em muito más condições de saúde.

Além de ajudar aos sul-sudaneses nos países vizinhos, o valor deve apoiar o tratamento de um "elevado número de crianças que têm chegado desacompanhadas e separadas". Estima-se que 14 mil menores estejam na situação.

O Acnur disse que, até ao momento, recebeu algumas contribuições, mas conta apenas com 24% do valor total para cobrir as necessidades.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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