Usuários de drogas chegam a 243 milhões no mundo, afirma Unodc

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Agência da ONU sobre Drogas e Crime pede maior foco internacional na saúde, em especial para os que usam drogas injetáveis ou têm HIV; relatório diz que prevalência do uso é estável, com 27 milhões de dependentes.

Relatório Mundial de Drogas 2014. Imagem: Unodc

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A prevalência do uso de drogas no mundo é estável, de acordo com o Relatório Mundial de Drogas 2014, lançado esta quinta-feira pelo Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc.

O estudo afirma que 243 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos de idade usaram drogas em 2012, ou 5% da população mundial. A dependência é uma problema para 27 milhões, ou 1 a cada 200 pessoas.

Dia Internacional

O relatório foi lançado no Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, neste 26 de junho. O diretor do Unodc apela por um foco maior na saúde e nos direitos dos usuários, em especial os de drogas injetáveis e os que tem HIV.

Yuri Fedotov fala em uma "lacuna grave em serviços de saúde", com apenas um em cada seis usuários no mundo tendo acesso a tratamento para o vício.

Mortes

Segundo o levantamento, 200 mil pessoas morreram em 2012 de causas relacionadas ao uso de entorpecentes. Em países da Europa, da Ásia e nos Estados Unidos, usuários de heroína passaram a trocar a substância por opioides farmacêuticos, como remédios para aliviar a dor.

A produção de cocaína caiu no mundo, mas o uso da droga continua alto na América do Norte e na América do Sul. O relatório diz que o consumo de cocaína está mais forte no Brasil, devido à localização geográfica e grande população urbana.

Maconha

Já o uso da maconha diminuiu no geral e o Unodc afirma ser cedo para avaliar os efeitos da legalização da droga no Uruguai e em alguns estados americanos. No Brasil, a produção de cannabis foi de 185 toneladas.

A apreensão de metanfetamina mais que dobrou, chegando a 144 toneladas, com maior número de laboratórios destruídos nos Estados Unidos e no México.

O número de novas substâncias psicoativas sem regulamentação também dobrou, chegando a 348 tipos no ano passado.

Ópio

Segundo o Unodc, houve também declínio no uso de LSD e ecstasy, graças ao melhor controle, que manteve em alta o preço dos químicos e da produção.

No caso do ópio, o Afeganistão, que é o maior produtor mundial, aumentou a área de cultivo para 209 mil hectares, rendendo 5,5 mil toneladas.

O diretor do Unodc pede urgência na vigilância global, especialmente na manufatura de químicos e no tráfico de drogas sintéticas. Yuri Fedotov diz que um sistema de controle internacional precisa continuar sendo estratégia-chave no controle de drogas.

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