Relatório revela que mais de 20 mil elefantes foram abatidos em 2013

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Caça furtiva em África seguem em níveis alarmantes, levando a uma queda das populações de elefantes no continente; pela primeira, vez apreensões de marfim foram maiores do que na Ásia.

Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Um estudo divulgado esta sexta-feira indica que a caça furtiva de elefantes continua a ser um problema em África.

O relatório da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens sob Perigo de Extinção, Cites, diz que pela primeira vez, o número de apreensões de marfim foi maior em África do que na Ásia.

Redução

Mais de 20 mil elefantes foram abatidos em todo o continente, revela o documento, que chama a atenção para as taxas atuais de caça furtiva que ultrapassam os índices de crescimento da população dos animais. A consequência é a redução da quantidade de elefantes em África.

O relatório revela que o número de grandes apreensões de marfim em 2013 foi recorde. Foram carregamentos com mais de 500 kg feitos no ano passado, antes de que o produto saísse do continente.

Em apenas três países africanos, Quénia, Tanzânia e Uganda, foram capturados mais de 80% do marfim contrabandeado.

Crime Organizado

O chefe da Cites, John Scanlon, disse que os elefantes de África continuam ameaçados de abate ao destacar o papel do crime organizado nessas operações.

O sul do continente continua a concentrar a maior parte dos elefantes, com cerca de 55% dos animais. Já o leste tem 28%, e o centro da África, 16%.

Apesar de uma queda no número de caça furtiva no ano passado, se comparado a 2011 e 2012, mais de 20 mil elefantes foram abatidos ilegalmente.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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