Relatores querem que Paquistão combata assassinatos por motivos religiosos

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Em comunicado, Christof Heyns e Heiner Bielefeldt pediram proteção para minorias islâmicas Ahmadiyya; um dos crimes foi cometido por um adolescente de 15 anos que escondeu a arma dentro da lancheira.

Christof Heyns. Foto: ONU//Paulo Filgueiras

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Três relatores das Nações Unidas afirmaram que o Paquistão tem que acabar com casos de assassinatos "baseados em credos" ou religiões.

Em comunicado, Christof Heyns, relator especial sobre execuções sumárias e arbitrárias, disse que o país asiático tem que proteger as minorias islâmicas Ahmadiyya. O credo do grupo é proibido no país.

Forma Pacífica

O apelo de Heyns surge após vários ataques violentos contra essa corrente islâmica. Dois membros da comunidade foram assassinados. Vários foram presos sob acusações de blasfêmia. As agressões podem estar asssociadas à escolha dos Ahmadiyya de praticar a fé de forma pacífica.

No último dia 13, quatro islâmicos do grupo foram presos na cidade de Sharaqpur. Três foram soltos sob fiança. Mas um dos detidos, Khalil Ahmad, acabou sendo morto a tiros por um adolescente de 15 anos que foi visitá-lo na prisão. O assassino escondeu a arma dentro de uma lancheira.

Treze dias depois foi a vez do médico Mehdi Ali Qamar, cidadão americano e membro da minoria islâmica, ele estava no Paquistão numa missão humanitária. Ele foi assassinado em Rabwah por dois homens em motocicletas enquanto visitava os túmulos de familiares num cemitério local.

Legislação

Já o relator relator especial sobre liberdade religiosa afirmou que está muito preocupado com o surgimento de ataques violentos por extremistas. Heiner Bielefeldt disse que esses incidentes estão sendo fortalecidos pela legislação atual paquistanesa que têm como alvo as minorias religiosas.

No mesmo comunicado, a relatora para o direito das minorias, Rita Izsák, afirmou que o Paquistão tem que introduzir, imediatamente, medidas de proteção para garantir a segurança dos islâmicos Ahmadiyya.

Ela lembrou que há outras minorias vivendo no país sob a ameaça de violência e hostilidades de extremistas.

Christof Heyns disse ainda que as autoridades paquistanesas tem que tomar passos determinados para fazer valer a prestação de contas na redução dos ataques religiosos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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