Relator da ONU culpa "fast food" pela epidemia global de obesidade

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Anand Grover pediu a comunidade internacional para lidar com o aumento alarmante de mortes causadas por doenças relacionadas com alimentos não saudáveis; obesidade mata cinco pessoas por minuto no mundo.

Foto: OMS/Giulio di Sturco

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relator especial da ONU sobre Direitos para Saúde, Anand Grover, afirmou que alimentos não saudáveis, chamados também de "fast food", são responsáveis pela epidemia global de obesidade.

Grover pediu a comunidade internacional para lidar com o aumento alarmante de mortes causadas por doenças relacionadas com a alimentação.

Obesos

No relatório apresentado esta quarta-feira ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, o relator especial disse que 2,1 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso ou são obesas.

Segundo o documento, pelo menos 2,8 milhões morrem todos os anos devido a seu peso. Isso significa que a obesidade mata cinco pessoas por minuto no mundo inteiro.

Grover explicou que fast food contém altos níveis de açúcar, gordura trans e gordura saturada.

Desafio

Ele alertou que "isso não se trata apenas de uma simples questão de saúde pública ou preocupação médica, mas representa um sério desafio à vida, à saúde e aos direitos de todos".

O relator especial disse que a situação piorou com as políticas de globalização e de consolidação de mercados transnacionais e de supermercados.

Ele cita ainda a campanha comercial agressiva de alimentos ultra processados e mudanças nos estilos de vida das pessoas.

Solução

Para solucionar o problema, Grover sugere que os países tornem disponíveis e acessíveis alimentos nutritivos e saudáveis. Segundo ele, as autoridades devem criar guias de alimentação e dietas saudáveis e regular o mercado de marketing e de comerciais de fast food.

O relator especial quer que os governos adotem etiquetas de alimentos mais simples e informativas sobre os produtos, e estabeleçam mecanismos para responsabilizar os que violarem os direitos das pessoas à saúde.

Alguns países já têm leis que combatem a fast food e promovem opções saudáveis. Grover fez um apelo para que a indústria de alimentos e de bebidas respeitem essas leis e suspendam atividades para miná-las.

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