Refugiados elogiam condições de acolhimento em Moçambique

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Burundeses descrevem caminhada de sucessono país no âmbito do Mundial do Refugiado; entrevistados realçam a experiência moçambicana para justificar a sua preferência para nação anfitriã.

Dia Mundial do Refugiado Foto: Acnur

Ouri Pota, Rádio ONU em Maputo.

Sob lema "1 família separada pela guerra já é demais" o mundo assinala o Dia Mundial do Refugiado.

Em Maputo, a Rádio ONU conversou cidadãos abrigados em Moçambique. Os entrevistados consideram o país é acolhedor, mas destacaram a necessidade de maior sensibilização sobre a questão do refugiado.

Trabalho

O presidente da Associação de Estudantes Refugiados em Moçambique, Aeremo, Douglas Nduwayezu, é natural do Burundi. Para ilustrar a sua satisfação com o acolhimento no país ele citou o exemplo das oportunidades de trabalho.

"O mercado moçambicano é comum para todos, não tem extinção. As empresas que entendem são poucas, as outras rejeitam os refugiados, mesmo com a presença de acompanhamento de um bom advogado para explicar. Há lacunas para entender o que é um refugiado. Lamentamos que a sensibilização sobre o que é refugiado aconteça apenas na data 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado. Queríamos que fosse de 1 de janeiro a 1 de janeiro".

Já Nimpaye Derrick, também burundês, chegou a Moçambique com 7 anos de idade. No país, frequentou o ensino primário, secundário e agora segue o curso de Licenciatura em Informática.

Na Associação de Estudantes Refugiados em Moçambique, Aeremo, trabalha para a integração dos refugiados.

"A associação faz com que haja um vínculo de amizade entre nós os refugiados a cada vez que nos encontramos. Na sociedade em que me encontro olha para mim como ser normal, mas sou olhado de forma muito especial, diria que não há descriminação".

Antes de conseguir a integração social, Jacques Banyankindagiye seguiu uma aventura para Moçambique, em 2001, com amigos.

Agora licenciado no ensino de francês e mestre em ciências naturais e matemática faz o doutoramento à distância no México. Casou-se com uma Moçambicana e tem quatro filhos.

Banyankindagiye apela a regulação de alguma documentação que segundo ele impede que refugiados possam contribuir para o desenvolvimento de Moçambique.

"Apelar as autoridades moçambicanas para resolver alguns assuntos que estão pendentes, posso mencionar a questão do passaporte biométrico que esta a limitar muito a mobilidade dos refugiados, a questão de naturalização que esta a impedir o refugiado de servir mais, porque com isso não é só o refugiado que perde, o estado também acaba perdendo, acredito que a nossa presença em Moçambique não deixa de contribuir naquilo que são os objetivos, os programas do governo Moçambicano".

No Dia Mundial do Refugiado, assinalado neste 20 de junho, o Acnur comemora a força e a resistência de mais de 40 milhões de pessoas forçadas a fugir das suas casas, em todo o mundo, devido à guerra ou perseguição.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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