Quatro países lusófonos contemplados por projetos contra a fome em África

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FAO gere iniciativas orçadas em US$ 16 milhões; na Cimeira da União Africana, Ban Ki-moon felicita proposta para acabar com o problema no continente até 2025.

Ban Ki-moon no lançamento da iniciativa, em Malabo. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe estão entre os abrangidos por iniciativas financiadas pelo Fundo Fiduciário de Solidariedade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Os quarto projetos continentais estão orçados em US$ 16 milhões e serão implementados em 24 nações das regiões oriental, ocidental, central e austral do continente.

Emprego

Além de beneficiário, Angola é o segundo maior financiador do fundo que sustenta os projetos. O foco será para áreas como emprego juvenil e desnutrição, doenças animais transfronteiriças, segurança alimentar e segurança alimentar urbana.

A Guiné Equatorial apoia com US$ 30 milhões ao fundo lançado em 2013, para melhorar a agricultura e segurança alimentar em todo o continente.

Resolução

O lançamento da iniciativa, em Malabo, contou com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do director-geral da FAO, José Graziano da Silva. A cerimónia decorreu à margem da Cimeira da União Africana na Guiné Equatorial.

Ban saudou a entidade continental e os chefes de Estado pelo momento que deve adotar uma resolução para acabar com a fome até 2025, no âmbito do Ano de Agricultura e Segurança Alimentar em África celebrado este ano.

Graziano da Silva disse que no continente observa-se um compromisso crescente dos países não somente para melhorar a sua própria segurança alimentar, mas também a dos seus vizinhos.

Investimento

A Guiné-Bissau deve acolher a iniciativa que visa criar mais e melhores postos de trabalho para jovens na África Ocidental, através da aquicultura sustentável e de atividades associadas à mandioca.

São Tomé e Príncipe está entre as seis nações da África Central onde o investimento será para melhorar a segurança alimentar urbana. A ideia é aumentar a disponibilidade de alimentos, produzidos localmente, para os habitantes das cidades.

Angola e Moçambique acolhem ações de reforço do controlo de pragas e doenças na causa da insegurança alimentar. O impulso também deve ser dado à vigilância de plantas e animais para aumentar a produtividade agrícola e o comércio na África Austral.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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