Produtos falsificados rendem pelo menos US$ 250 mil milhões anuais

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Unodc lança brochura para mudança nas escolhas e no comportamento dos consumidores; África está entre os três continentes onde medicamentos piratas podem representar até um terço do mercado.

Fármacos contrafeitos podem representar 30% do mercado. Foto: OMS/I. Hamam

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O negócio de falsificação rende bem mais do que US$ 250 mil milhões anuais, revelou esta quinta-feira o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc.

De acordo com a agência, os rendimentos podem atingir centenas de milhares de milhões de dólares se forem incluídos "produtos digitais pirateados e vendas domésticas de produtos falsificados."

Crime

Nesta quinta-feira, o Unodc lançou uma brochura para sensibilizar os consumidores sobre as relações entre a contrafacção e o crime organizado. A medida foi para assinalar o Dia Mundial Anti-Contrafacção, a 5 de Junho.

O documento defende que os medicamentos fraudulentos são uma das formas mais nocivas das atividades ilícitas com a fabricação, comércio e consumo a constituir uma ameaça para a saúde das pessoas.

Economia Ilícita

Estima-se que cerca de US$ 5 mil millhões anuais alimentem a economia ilícita dos medicamentos falsificados no que é considerado um grande negócio na Ásia Oriental e do Pacífico, no sudeste asiático e em África.

Numa menção a dados da Organização Mundial da Saúde, o documento realça que até 1% dos medicamentos disponíveis no mundo em desenvolvimento podem ser fraudulentos.

Em áreas da Ásia, África e América Latina os tipos de fármacos podem representar 30% do mercado.

Comportamento

A brochura no site www.unodc.org/counterfeit,  foi lançada no âmbito da campanha "Falsificação: Não Compre do Crime Organizado" e visa incentivar ao consumidor a uma mudança nas escolhas e comportamento.

O grupo é instado a ter consciência do risco da compra dos produtos tanto para si como para a comunidade.

Além da preocupação com a saúde e a segurança devido às falsificações, o documento aborda a exploração do trabalho e os danos ambientais como uma parte das repercussões do tipo de crime.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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