PMA lançou operação para alimentar mais de 500 mil no Iraque

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Agência da ONU vinha fornecendo comida para deslocados da província de Anbar e refugiados sírios; número aumentou devido ao recente conflito em Mossul.

Criança iraquiana leva alimentos a seus pais. Foto: PMA/Mohammed Al Bahbahani

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU, PMA, iniciou operação para levar comida a mais de 500 mil pessoas deslocadas no Iraque.

Até agora, o PMA vinha atendendo às necessidades de 200 mil deslocados da província de Anbar e de 180 mil refugiados sírios. O número aumentou por causa do recente conflito em Mossul com o avanço do grupo "Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Condições Difíceis

A diretora-executiva da agência, Ertharin Cousin, encerrou esta quarta-feira a visita de dois dias ao país onde se reuniu com famílias que fugiram da violência em Mossul e com representes do governo regional curdo, que ocupa parte do território norte do Iraque.

Cousin afirmou que muitos deslocados enfrentam condições difíceis com falta de serviços básicos e apoio. A insegurança na região obriga essas pessoas a uma fuga constante.

A chefe do PMA disse que a situação se torna mais difícil com o calor de 45 graus no local. Cousin declarou que a ONU e toda a comunidade humanitária estão disponibilizando mais funcionários, liberando mais fundos e usando os estoques de alimentos disponíveis para atender às pessoas afetadas pela crise.

Ela lembrou que a agência recebe dinheiro exclusivamente de doações para cobrir as operações de ajuda. Segundo Cousin, o PMA precisa de US$ 88 milhões, o equivalente a mais de R$ 210 milhões, somente para manter os trabalhos humanitários no Iraque de julho a dezembro.

Insegurança Alimentar

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou que o país corre sério risco de insegurança alimentar por causa dos últimos conflitos.

Segundo a FAO, as colheitas favoráveis previstas para 2014 estão em jogo porque mais de 1 milhão de pessoas abandonaram suas casas e fazendas desde janeiro com medo da violência.

Antes do conflito, a previsão era de uma safra de milho de 3 milhões de toneladas. Neste momento, com problemas de acesso às plantações, falta de trabalhadores e interrupção nos serviços de transporte a colheita deve sofrer um impacto.

As províncias de Nineveh e Salahaddin, áreas em conflito, são responsáveis por quase um terço do trigo produzido no país e 38% da cevada. A FAO pediu a comunidade internacional ajuda de US$ 12,7 milhões para prestar assistência a famílias de agricultores.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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