PMA diz que Sudão do Sul pode sofrer uma catástrofe de fome

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Agência da ONU afirmou que os combates levaram o país a uma alarmante situação de insegurança alimentar; mais de 1 milhão de sul-sudaneses foram deslocados por causa da violência e mais de 350 mil fugiram para outros países.

Criança no Sudão do Sul. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, alertou que a crise no Sudão do Sul pode levar o país a uma catástrofe de fome.

Segundo a agência da ONU, os combates aprofundaram a insegurança alimentar nas regiões mais isoladas. As autoridades alertam que mais de um milhão de sul-sudaneses estão deslocados por causa da violência e mais de 350 mil fugiram para países vizinhos.

Grave

O PMA, com a ajuda de parceiros, conseguiu levar comida para mais de 1,1 milhão de pessoas afetadas pelo conflito em mais de 125 áreas do país.

Ao mesmo tempo, as autoridades dizem que 3,7 milhões de pessoas no Sudão do Sul sofrem com insegurança alimentar, sendo que 1,3 milhão estão classificadas no nível mais grave.

Estima-se que mais de um terço da população precise de ajuda humanitária nos próximos três meses se a situação permanecer inalterada.

Os estados mais atingidos pelos conflitos armados são Jonglei, Unidade e Alto Nilo.

Doações

A agência da ONU referiu que ainda há tempo para se evitar um desastre, mas é fundamental que cessem os combates e que a ajuda humanitária chegue aos mais necessitados.

O PMA informou que precisa de mais doações para cobrir as operações de entrega de alimentos por toda a região. Somente em relação ao Sudão do Sul, há um défice de US$ 475 milhões.

Para atender as necessidades na Etiópia, Quénia, Uganda e Sudão, a agência precisa de mais US$ 76 milhões.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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