Onuci quer reação rápida das forças de paz durante eleições marfinenses

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Há três meses do pleito, chefe da missão da ONU pediu capacidade de transporte dos elementos por helicóptero; operação de paz realizou exercícios militares para atuação em situações de emergência no pleito.

Aichatou Mindaoudou discursa no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As capacidades de reação rápida das forças de paz que continuarem na Cote d'Ivoire deve ser impulsionada para ajudar a garantir a segurança durante as eleições presidenciais agendadas para este ano. 

A recomendação foi feita no Conselho de Segurança, nesta segunda-feira, na apresentação de um informe sobre o país também conhecido como Costa do Marfim.

Progresso

A chefe da Missão das Nações Unidas em Cote d'Ivoire, Onuci, Aichatou Mindaoudou considerou impressionante o progresso na redução do pessoal de manutenção de paz. Até maio, foram retirados 1,7 mil efetivos.

O país foi marcado pela violência pós-eleitoral na sequência das eleições presidenciais de 2010. O então presidente Laurent Gbagbo recusou-se a deixar o cargo após a vitória do atual chefe de Estado, Alassane Ouattara.

O pleito foi realizado para marcar o culminar do processo de paz entre o norte, sob influência rebelde, e o sul, controlado pelo governo após a guerra civil de 2002. Gbagbo veio a render-se no mês de abril seguinte.

Ambiente Sensível

No Conselho, Mindaoudou mencionou "importantes progressos" que permitiram a reduções militares no país, mas reconheceu que o pleito vai decorrer num ambiente sensível.

Devido à realização do escrutínio marcado para outubro, considerou importante seguir a recomendação do relatório, que aponta para "prudência em novas reduções."

A outra medida recomendada é aumentar a capacidade de transporte rápido de elementos por helicóptero, para compensar a ausência militar permanente em várias áreas e ajudar na segurança durante o pleito.

Situações de Emergência

Em maio, a Onuci organizou uma série de exercícios militares para a "desenvolver a capacidade de reação em menos de seis horas em todas as situações de emergência na Cote d'Ivoire."

Aichatou Mindaoudou  destacou as taxas de crescimento económico e “um novo impulso” na reconciliação entre os marfinenses.

Entre os desafios para o período anterior às eleições, apontou dificuldades no diálogo entre o Governo e a oposição aliados à contínua criminalidade e outras ameaças de segurança, particularmente no oeste.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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