ONU preocupada com ataques a centros médicos no Sudão do Sul

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Coordenador da organização no país deplora bombardeamento de unidade de saúde em Kordofan do Sul; confrontos entre o governo e rebeldes fizeram cerca de um milhão de deslocados em três anos.

Centro médico no Sudão do Sul. Foto: Unmiss

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O coordenador residente das Nações Unidas no Sudão manifestou profunda preocupação com relatos do bombardeamento recente de um hospital civil.

Em comunicado, divulgado esta terça-feira, Geert Cappelaere afirma que o ataque à unidade de saúde da área de Farrandalla, na província de Kordofan do Sul, teria sido levada a cabo por aviões militares. A gestão do local está a cargo da organização Médicos Sem Fronteiras.

Obrigações

O também coordenador humanitário declarou-se muito apreensivo com o facto de as obrigações internacionais para garantir que unidades médicas sejam protegidas em tempos de conflito não estarem a ser respeitadas. 

Conforme destacou, os usuários são pessoas comuns em busca de atendimento médico num hospital civil além de trabalhadores humanitários que não deveriam ter que "pagar com suas vidas no conflito."

Deslocados

Em mais de três anos, estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham sido deslocadas pelos combates entre forças do governo e rebeldes.

A terminar a sua nota, Cappelaere lembrou a todas as partes do conflito que as unidades médicas não devem ser atacadas. Para ele, o "bombardeamento a um centro médico simplesmente não deveria acontecer."

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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