Ocha alerta para situação humanitária no mundo

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Chefe da agência da ONU cita crises no Iraque, Ucrânia, Síria, República Centro-Africana e Sudão do Sul; Valerie Amos disse que órgão recebeu apenas 30% do dinheiro pedido para cobrir as operações de ajuda.

Valerie Amos. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, Valerie Amos, fez um alerta esta segunda-feira sobre a situação no mundo.

Em Genebra, Amos falou sobre as preocupações e desafios humanitários que a ONU enfrenta, mais recentemente no Iraque e na Ucrânia.

Crises

A subsecretária-geral para Assuntos Humanitários afirmou que a crise na Síria domina os esforços de resposta da agência com 9,3 milhões de pessoas necessitadas, sendo quase 3 milhões de refugiados nos países vizinhos.

Amos disse que os números serão atualizados em breve já que os dados são do ano passado. Ela declarou que as violações das leis humanitárias e dos direitos humanos continuam sendo praticadas por todas as partes envolvidas no conflito.

Segundo a chefe do Ocha, 241 mil pessoas permanecem sob cerco, em áreas em que quase nenhuma ajuda pode entrar e onde há poucas chances ou formas de fuga.

Ela lembrou que a resolução 2139 do Conselho de Segurança teve pouco impacto para ajudar no acesso aos mais necessitados.

Resposta Humanitária

Amos disse que a República Centro-Africana está entre as principais crises, com mais da metade da população, 2,5 milhões de mulheres, homens e crianças, precisando de proteção e ajuda para cobrir as necessidades básicas.

A chefe do Ocha afirmou que o plano de resposta humanitária para o país tem como alvo 1,9 milhão de pessoas, mas a violência e a insegurança isolaram comunidades inteiras e os próprios trabalhadores humanitários foram atacados.

No Sudão do Sul, Amos declarou que 1,5 milhão de pessoas tiveram de fugir de suas casas por causa da violência no país nos últimos seis meses.

Plano

Segundo ela, apesar do cessar-fogo, a situação piora com a violência e os conflitos contínuos. A subsecretária da ONU explicou que com a chegada da temporada de chuvas, casos de cólera e malária estão atingindo crianças e adultos na região.

As agências de ajuda anunciaram um novo plano para atender 3,8 milhões de sul-sudaneses até dezembro. O objetivo é fornecer serviços de saúde e de saneamento básico, alimentos, água potável e abrigo.

Ela afirmou que não há tempo a perder para evitar a fome da população até o fim do ano.

Deslocados

Amos citou também os desafios no Iêmen, onde quase 15 milhões de pessoas precisam de ajuda, na Somália, onde 1 milhão estão deslocados e em condições vulneráveis.

A chefe do Ocha mencionou também a crise no Sudão, especialmente na região de Darfur.

Ela disse que a agência pediu ajuda recorde de US$ 16,9 bilhões, quase R$ 40 bilhões, para cobrir as operações humanitárias neste ano. Até agora, o Ocha recebeu apenas 30% desse total.

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