Novo governo da Guiné-Bissau precisa de "apoio sustentado"

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Declaração é do novo vice-representante do secretário-geral da ONU para o país africano; brasileiro Marco Carmignani assume funções em breve e concedeu entrevista exclusiva à Rádio ONU.

Marco Carmignani

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Nesta sexta-feira, 4 de julho, o novo vice-representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau embarca ao país de língua portuguesa, para assumir o cargo.

O brasileiro Marco Carmignani trabalha há mais de 20 anos na ONU e foi escolhido pelo secretário-geral Ban Ki-moon, como seu vice-enviado à nação.

Novo Governo

Acabam de tomar posse na Guiné-Bissau o novo presidente, José Mário Vaz, e o novo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira. Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, de Jerusalém, Carmignani declarou que o apoio da comunidade internacional continua essencial para que seja mantida a "dinâmica positiva" criada com as eleições.

"Eu tenho a consciência de que a tarefa exigirá grande cooperação e apoio sustentado de todos os amigos da Guiné-Bissau. E entre os amigos de Bissau, eu cito em especial a Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), a União Europeia, a União Africana, a Cplp (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), o Banco Mundial. Logo após a minha chegada, eu buscarei o mais estreito contato com as autoridades de Guiné-Bissau para ouvir delas as áreas onde o apoio da comunidade internacional poderá ser mais útil ao país."

Desenvolvimento

O vice-representante de Ban Ki-moon confirmou que também irá buscar uma reunião com o presidente guineense José Mário Vaz. Para Marco Carmignani, o governo eleito e a comunidade internacional devem buscar juntos o avanço da consolidação da paz e do desenvolvimento.

Há duas semanas, Carmignani esteve na Guiné-Bissau, onde encontrou-se com o primeiro-ministro eleito, Domingos Pereira e com o representante da ONU no país, José Ramos Horta, que deixou o cargo neste 30 de junho.

Privilégio

A promessa do novo vice-representante é levar em conta as prioridades nacionais e ele afirma ter consciência "dos sacrifícios que o povo de Bissau" tem feito para a construção do país.

“Um reconhecimento de que a prioridade e a soberania nacional devem ser respeitadas a todos os momentos e que nós buscamos construir e apoiar as decisões que um povo soberano toma por si mesmo. Me sinto realmente privilegiado de retornar a um país que compartilha o mesmo idioma, um país jovem que busca o progresso, o respeito, a dignidade e a prosperidade. Uma função onde nós podemos juntos perseguir esses objetivos." 

Marco Carmignani também ressaltou que as tarefas da Comissão de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, grupo presidido pelo Brasil, devem atingir uma nova dinâmica com a chegada do novo governo, com projetos sendo lançados com mais rapidez.

Em duas décadas servindo as Nações Unidas, o novo vice-representante já atuou em missões políticas e de paz da organização no Oriente Médio e antes, ocupou cargos em escritórios da ONU em Nova York e na África.

Aos 55 anos, Carmignani é doutor em Direito pela Universidade de Rutgers e graduado em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica do Brasil.

Ouça a entrevista completa com Marco Carmignani aqui.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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