Coreia do Norte foi "capaz de esconder" atrocidades contra próprio povo

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Afirmação é do relator especial da ONU para os Direitos Humanos no país, Marzuki Darusman; para especialista, gravidade de crimes contra a humanidade é "sem paralelos" no mundo contemporâneo.

Marzuki Darusman Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra e Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU ouviu esta quarta-feira a apresentação do relator especial sobre a situação na Coreia do Norte. No documento, Marzuki Darusman observa que por muitos anos, o governo do país "foi capaz de esconder a verdadeira magnitude das atrocidades contra seu próprio povo".

A Comissão de Inquérito sobre a Coreia do Norte descobriu que crimes contra a humanidade continuam sendo cometidos no país asiático. Segundo o relator, a gravidade dessas violações "revelam um Estado sem paralelos no mundo contemporâneo".

Aterrorizar População

O relatório apresentado em Genebra indica que o país "vigiou, causou medo e puniu" pessoas, além de usar "execuções e desaparecimentos forçados para aterrorizar a população."

Darusman disse que qualquer pessoa no país que seja considerada uma ameaça ao sistema político ou à liderança pode se tornar alvo de crimes contra a humanidade.

Entre as principais vítimas estão de 80 mil a 120 mil detidos em campos de prisioneiros políticos, como também do sistema carcerário comum, além de cristãos e outros religiosos.

Na lista estão ainda os que, segundo o governo, têm influência subversiva, os que tentam fugir do país e até mesmo a população faminta.

Campos Fechados

O relator especial afirmou que esses campos de prisioneiros devem ser fechados e os detidos devem ser liberados imediatamente. 

Ele disse que as questões políticas e de segurança na Coreia do Norte só poderão ser resolvidas se as violações dos direitos humanos forem enfrentadas de forma decisiva.

Segundo Darusman, a Comissão constatou claramente que existem motivos razoáveis para concluir que os crimes contra a humanidade continuam e que eles estão ocorrendo há décadas.

O relatório cita oportunidades para negociações apresentadas pelo governo nortecoreano ao Conselho de Direitos Humanos. Entre elas, estão o fim da violência contra mulheres, proteção dos direitos dos grupos mais vulneráveis e reunião das famílias separadas na Península Coreana.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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