Angola prepara-se para implementar medidas para pessoas com deficiência

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Secretária de Estado da Assistência Social, Maria da Luz Magalhães falou à Rádio ONU durante evento sobre o tema na sede da organização; ela disse que o Ministério tem mais de 89,4 mil pessoas registadas com algum tipo de deficiência.

 

Mais de 89 mil angolanos vivem com uma deficiência. ONU Foto.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Angola está a preparar-se para assumir a condição de membro pleno da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência além de aderir ao protocolo facultativo do documento.

A informação foi dada à Rádio ONU pela secretária de Estado da Assistência Social, Maria da Luz Magalhães. A responsável veio a Nova Iorque como chefe da delegação angolana na conferência sobre o tema na sede das Nações Unidas.

Minas

Segundo a secretária das mais de 89,4 mil pessoas com deficiência, registadas pelo seu Ministério, 34,2 mil são jovens. Maria da Luz Magalhães comentou o perfil de quem vive com uma deficiência em Angola.

"São pessoas portadoras de deficiências adquiridas, portanto por minas, e outras por vítimas de poliomielite etc. E outras que nascem já com a deficiência", explicou.

A secretária de Estado referiu que o governo deverá implementar uma série de medidas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência como por exemplo, mudanças nos meios de transporte.

Lei de Acessibilidade

"Para nós, a forma legal das questões é extremamente importante. Também estamos a tratar, neste momento, de uma lei sobre acessibilidade para que em todos os empreendimentos a serem feitos em nosso país, e  nos meios de transporte, sejam eliminadas as barreiras, para que as pessoas possam efetivamente utilizá-las."

A secretária de Estado angolana referiu que apesar de todos os esforços do governo para melhorar a situação das pessoas com deficiência, ainda há um caminho a percorrer com relação ao combate ao estigma, que segundo frisou tem aspectos culturais, especialmente em África.

Preconceitos

"Nós africanos ainda temos muito a ver (o preconceito) com o nosso problema cultural, que também é extremamente importante. Mas aos poucos, temos que ir eliminando esses preconceitos. E é bom. Por que nós trabalhamos com as pessoas com deficiências, com as associações? Porque eles serão o nosso elo de ligação com as famílias. E aí vamos tentando eliminar essas barreiras que existem."

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 10% da população mundial vivem com algum tipo de deficiência.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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