Angola acolhe mais de 20 mil refugiados, revela o Acnur

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Nas vésperas do Dia Mundial do Refugiado, agência diz que maior parte dos estrangeiros protegidos pelo governo está reassentada em quatro províncias; mais de 400 mil angolanos foram voluntariamente repatriados.

Existem mais de 15 mil refugiados em Angola. Foto: Acnur/G.Dubourthoumieu

Matilde Rosa, de Luanda para a Rádio ONU.*

O 20 de junho é o Dia Mundial do Refugiado. A data foi instituída em 2001 pelas Nações Unidas.

Em Angola, existem mais de 15 mil refugiados e 20 mil requerentes de asilo, na sua maioria provenientes da República Democrática do Congo, RD Congo.

A informação foi dada pela responsável sénior do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados em Angola, Esther  Benizri.

"Uma particularidade é que a maioria deles (congoleses) chegaram há mais de 30 anos e ainda se encontram como refugiados no país. Enquanto que nos pequenos asilos temos mais de 20 nacionalidades, uma parte é da República Democrática do Congo, mas muitos também do Oeste de África", revelou.

A responsável esclarece que em Angola não existem campos de refugiados, estando a maior parte dos estrangeiros sob proteção do governo em áreas de reassentamento. Os locais estão localizados em Luanda, em Malange e nas Lundas Norte e Sul.

"Uma parte da população vive em zonas rurais e em várias províncias do país com cidadãos angolanos. Também há aqui uma população de refugiados urbanos, ou seja, refugiados que vivem em centros urbanos", referiu.

Quanto aos refugiados angolanos nos países vizinhos, desde o início do repatriamento voluntário já regressaram ao país mais de 400 mil.

"Desde o início do repatriamento, estamos aqui a falar de 2003, quando oficialmente foi lançada a operação de repatriamento que terminou em 2012 e depois foi retomada, e agora estamos a falar novamente de uma pequena operação de repatriamento para os remanescentes nos países vizinhos, mais particularmente na RD Congo e na Zâmbia, uma pequena quantia de antigos refugiados angolanos que manifestaram interesse de voltar. Estamos aqui a falar, desde 2003, de aproximadamente 500 mil refugiados angolanos que voltaram através do movimento de repatriamento organizado. Claramente que outros também voltaram de uma maneira espontânea ou semi-espontânea."

Esther Benizri  garantiu que a agência vai continuar a apoiar o repatriamento de milhares de angolanos que ainda se encontram nos países vizinhos e perderam o estatuto, tendo em conta a cessação da cláusula.

"O Acnur vai continuar a apoiar este ano o repatriamento dos angolanos que continuam a manifestar um interesse e que já manifestaram no passado esse interesse, e que esse interesse ainda continua vivo. Este ano normalmente deveria se recomeçar o repatriamento dos angolanos, dos antigos refugiados angolanos que vivem na RD Congo. Estamos a falar de 24 mil angolanos que inscreveram-se para o repatriamento voluntário."

Na RD Congo estão mais de vinte mil angolanos que regressam ao país até ao final deste ano. A Namíbia vai integrar cerca de 2 mil angolanos, a África do Sul 5 mil e a Zâmbia mais de 7 mil cidadãos angolanos.

*Com reportagem da Rádio Nacional de Angola.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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