Testemunho: “A fístula ensombrou a minha carreira"

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Foto: Unfpa

Adeila Pinto vive na cidade moçambicana de Mossurize na encosta de uma montanha juntamente com o seu marido e dois filhos. Ela e o marido são professores na escola local e guardam dinheiro todos os meses para melhorarem a sua casa cercada de bananeiras e papaieiras.

Quatro anos atrás, Adeila estava à espera do quarto filho. Ao chegar ao Hospital Distrital para fazer o parto, sofreu complicações e teve der ser transferida para o Hospital Provincial de Chimoio, a 250 km de distância através de estradas não pavimentadas. Adeila voltou para casa com o fardo da fístula ao invés de um bebé recém-nascido.

“O meu coração andava triste durante os momentos difíceis que vivi com a fístula. Não conseguia comer devidamente, tive de deixar de dar aulas e só queria que tudo acabasse”.

Depois da operação bem-sucedida, Adeila está agora empolgada porque já pode voltar a dar aulas. Ela acredita que a educação é crucial na campanha por acabar com a fístula.

Segundo ela, "as mulheres devem ir as consultas pré-natais e deslocarem-se para as casas de espera com a devida antecedência para evitar atrasos desnecessários durante o parto – e correr o risco de contrair a fístula. Ao mesmo tempo, gostaria que as mulheres aprendessem a ler e a escrever, porque a educação traz novas oportunidades e auto-estima para as mulheres."

Acompanhe a íntegra do depoimento de Adeila nesta entrevista a Amâncio Miguel, do Unfpa em Maputo para a Rádio ONU.

 

 

 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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