Sudão do Sul: ONU quer promessas transformadas em compromissos

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Agências de notícias dão conta de US$ 600 milhões arrecadados na conferência internacional de doadores; evento decorreu esta terça-feira em Oslo, capital da Noruega.

Família sul-sudanesa num abrigo nas instalaçoes da ONU em Malakal. Foto: Ocha

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas pediram, esta terça-feira, que as promessas de auxílio da comunidade internacional para o Sudão do Sul sejam imediatamente transformadas em compromissos.

Na conferência de doadores para o país, realizada em Oslo, a subsecretária-geral para Assistência Humanitária, Valerie Amos, disse que "o trabalho no terreno deve ser feito neste momento." O evento foi organizado pelo governo da Noruega em parceria com as Nações Unidas.

Necessitados

Agências noticiosas informaram que o montante prometido pelos países para o auxílio ao Sudão do Sul supera os US$ 600 milhões. O valor deve compor o US$ 1,8 mil milhão que a organização precisa para prestar auxílio aos milhões de necessitados.

Amos destacou a "situação complexa de funcionários humanitários no terreno" com o impacto do conflito, que já matou milhares de pessoas e provocou mais de 1 milhão de deslocados.

Dimensão Regional

A representante mencionou a fuga de sul-sudaneses para os países vizinhos, para dar exemplo da dimensão regional da crise.

A outra situação é de pessoas privadas de plantar nos campos ou de movimentar os seus rebanhos. A previsão é que 2015 seja marcado pela desnutrição infantil grave, aguda e fome "se nada for feito no momento." 

Segurança e Estabilidade

Para a responsável, as principais mensagens da conferência internacional  foram a importância da paz, segurança e estabilidade além de que o Governo e a oposição reconheçam as suas responsabilidades.

Em segundo lugar, a relevância de colocar o povo do Sudão do Sul em primeiro lugar e garantir o acesso humanitário necessário.

Cólera

A outra necessidade destacada para os sul-sudaneses é a do acesso aos cuidados de saúde. O objetivo é conter a crise de cólera, anunciada pelas autoridades em Juba.

A representante lembrou que as instalações da ONU no país albergam 80 mil pessoas que fugiram do conflito. Por não estarem em acampamentos vivem em espaços lotados e onde as condições sanitárias são precárias.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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