Referência na Guiné-Bissau, músico celebra na ONU a língua portuguesa

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Zé Manel, fundador da banda Super Mama Djombo, apresenta esta noite o som que se tornou símbolo da independência do país; concerto nas Nações Unidas marca o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura.

Zé Manel, fundador da banda Super Mama Djombo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Pelo terceiro ano consecutivo, as Nações Unidas recebem na noite desta quarta-feira um evento para celebrar o idioma português. O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é organizado pelas oito nações que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.

Desta vez, além de promover a nossa língua, os países marcam os 40 anos da independência da Guiné-Bissau. E para representar a cultura do país africano, foi escolhido Zé Manel, um dos fundadores da banda Super Mama Djombo.

História

Com mais de 40 anos de carreira e concertos em vários países, este será o primeiro show de Zé Manel nas Nações Unidas. Já em Nova York, ele contou à Rádio ONU um pouco da história e do som de sua banda.

"Comecei com a banda quando tinha sete anos de idade. É uma grande banda, que na África Ocidental é muito conhecida e a banda na Guiné-Bissau é vista como uma escola de música. O ritmo da banda é um ritmo africano; até temos o gumbe, que é muito parecido com o samba e a gente sabe que o samba vem da África. Temos um ritmo africano muito forte, muito caloroso, que faz a pessoa dançar."

Zé Manel criou a Super Mama Djombo com amigos, nos tempos de escoteiro. Na época, final dos anos 1960, a Guiné-Bissau lutava pela independência de Portugal, o que foi reconhecido pela comunidade internacional em setembro de 1973.

Transição

O sucesso da banda em um momento de transição política e histórica acabou por fazer da Super Mama Djombo referência no país, como explica Zé Manel.

"Eu acho que a banda representa a cultura guineense. Seguiu sempre o problema político, o problema do desenvolvimento social, cantou os problemas do povo. Eu acho que o Super Mama Djombo é uma banda do povo. E uma banda quando é do povo não morre. Deixa a pessoa muito alegre saber que a Guiné-Bissau, com tantos problemas de estabilidade política, (ter) uma oportunidade assim é para agradecer. Agradecer a comunidade da língua portuguesa que está aqui nas Nações Unidas que lembrou da Guiné-Bissau. É um encorajamento."

O concerto "Música para a Consolidação da Paz da Guiné-Bissau" ocorre esta noite no auditório das Nações Unidas e segundo os países que organizam, busca mostrar a importância da nação para a diversidade e os ideais do mundo lusófono.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os países de língua portuguesa.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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