Ramos Horta aponta desafios na formação do governo na Guiné-Bissau

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Representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau disse que experiência histórica e política guineense deve orientar o processo; embaixador do Brasil na ONU diz que com autoridades legítimas será retomada cooperação internacional.

Ramos Horta. Foto: ONU/Martine Perret

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos Horta, disse que pode ser desafiador o processo da formação do novo governo.

Ramos Horta falava por videoconferência da capital guineense nesta segunda-feira numa reunião da Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz, com a sigla PBC.

Vencedores e Perdedores

Conforme declarou, em inglês, a matemática do processo democrático no país é direta, havendo vencedores e perdedores. Mas frisou que não há requisitos formais que evitem que o vencedor fique com tudo. Ramos Horta referiu, entretanto, que apenas a matemática não vinga neste caso.

Como fez saber, os resultados das eleições só terão relevância se forem vistos no contexto da experiência histórica e política do país. Para Horta, "só assim pode se esperar que as atuais eleições tenham um significado adicional no processo político, e que sejam uma oportunidade para estabelecer novos padrões".

Contactos

Na reação à intervenção dos participantes, Horta disse ter conhecimento de que estão a ser abordados indivíduos para integrar o novo executivo com base em méritos individuais. Com a vitória nas legislativas do mês passado, Domingos Simões Pereira ganhou direito de ser o primeiro-ministro.

Horta declarou que o chefe do governo designado abordou pessoas do partido PRS da oposição, com vista a identificar elementos com perfil apropriado para enquadrar o governo, que não será "propriamente em forma de coligação".

O evento decorreu na semana que vai encerrar com a segunda volta das eleições presidenciais no país lusófono. Trata-se da primeira corrida realizada após o golpe de estado de abril de 2012.

O embaixador do Brasil junto da ONU presidiu a reunião na qualidade de lidera da PBC. Antonio Patriota considerou o momento pré-eleitoral crucial para reconstituição da Guiné-Bissau.

"Que um resultado que produza uma liderança legítima, de acordo com a constituição bissau-guineense, assuma o mais rapidamente a liderança do país, para que a cooperação internacional possa ser retomada", considerou.

Segunda Volta

Para a segunda volta da corrida presidencial concorrem Nuno Nabian, do PRS, e Mário Vaz, do Paigc, o partido que venceu as eleições legislativas de 13 de abril.

Ramos Horta declarou que qualquer falha no período pós-eleitoral "será mais cara do que nunca", tendo apontado que o êxito do próximo executivo irá depender do seu sucesso em trazer resultados com rapidez.

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