Programas da ONU ajudaram a operar 47 mil pacientes de fístula

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Desempenho apoiado pelo Fundo da organização para a População corresponde aos últimos 12 anos; Catarina Furtado diz que abandono de doentes marcou sua experiência na Guiné-Bissau.

Tratamento cirúrgico contra a fístula. Foto: Irin/Prince Collins

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Cerca de 47 mil mulheres e meninas receberam tratamento cirúrgico contra a fístula nos últimos 12 anos com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa.

A informação vem destacada na mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,  para o Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica, assinalado neste 23 de maio. 

Tragédia 

Ban Ki-moon disse que a data é uma oportunidade para fazer soar o alarme em torno do que chama tragédia, com vista a estimular ações para acabar com a doença.

As Nações Unidas estimam em 3 milhões o número de mulheres que sofrem de fístula, causada geralmente por partos longos e complicados.

Abandono

O caso de pacientes da Guiné-Bissau foi apontado pela apresentadora da TV portuguesa, Catarina Furtado, embaixadora da Boa Vontade do Unfpa. Em entrevista à Rádio ONU, de Lisboa, a também atriz falou do contacto com pessoas abandonadas devido ao problema.

Vida Pública

"O que ficou para mim muito claro é que essas mulheres ficam completamente isoladas de qualquer vida pública ou social. E ficam, a maior parte das vezes completamente abandonadas não só pelos maridos, mas também pelas famílias. A fístula tem consequências ao nível do odor, as mulheres ficam sem poder ter uma vida normal. Eu conheci mulheres que estavam basicamente fechadas num canto sem qualquer tipo de visita. Isso é uma coisa completamente terrível e inimaginável."

Diferença

Catarina Furtado contou que no país africano, os programas do Unfpa ajudaram a fazer a diferença na vida das guineenses.

Entretanto, o chefe da ONU lamentou o facto de cerca de 800 mulheres ainda morrerem diariamente devido a complicações relacionadas com a gravidez num mundo de avanços médicos.

Registo

A fístula obstétrica está entre as principais causas do ferimento ou incapacitaço de 20 mulheres para cada óbito verificado durante o parto.

Para Ban, o registo e o seguimento de cada mulher e menina com fístula pode ajudar a garantir maior tratamento, que as sobreviventes se mantenham saudáveis e que haja prosperidade para os futuros bebés.

O secretário-geral diz acreditar que abordar a fístula obstétrica seja mais do que uma questão de saúde mas um imperativo de direitos humanos. A condição é tida como uma das mais negligenciadas consequências do parto e um reflexo da desigualdade.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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