Pnuma analisa soluções para o lixo eletrónico produzido no Quénia

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Governo do país e agência da ONU realizaram uma conferência sobre manejo do desperdício; mais de 17 mil toneladas de lixo eletrónico são geradas no Quénia todos os anos.

Lixo eletrónico causa riscos ao meio ambiente. Foto: Banco Mundial

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A capital do Quénia, Nairobi, recebeu esta quarta-feira uma conferência sobre lixo eletrónico. O encontro foi organizado pelo governo do país e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.

O foco foi o potencial económico e os benefícios ambientais do maneio responsável do tipo de desperdício. Os participantes discutiram como reduzir os riscos causados pela eliminação de equipamentos eletrónicos no Quénia.

Aumento

Segundo o Pnuma, o desperdício eletrónico é o que mais rapidamente cresce no país. A agência da ONU calcula que mais de 17 mil toneladas do tipo de lixo são geradas anualmente no Quénia. O total equivale a 130 milhões de telemóveis.

O alto volume de lixo eletrónico acumulado no país é causado pelo curto ciclo de vida dos produtos, maior acesso aos eletrónicos e por doações de produtos usados noutros países.

O Pnuma explica que o lixo eletrónico, conhecido em inglês como "e-waste", é formado por uma mistura de plásticos e químicos, incluindo metais pesados e elementos radioativos que podem causar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Infecções

A lixeira Dandora, a 8 km de Nairobi, recebe 2 mil toneladas de lixo todos os dias, incluindo produtos eletrónicos com metais pesados como o mercúrio, que alcança ao solo e contamina o ar.

Um estudo do Pnuma com 300 crianças de uma escola perto da área de Dandora aponta que 50% tinham problemas respiratórios. Já 30% dos estudantes sofriam de anomalias no sangue devido ao envenenamento com metais pesados.

A Organização Mundial da Saúde calcula que por ano, 4,7 milhões de crianças menores de cinco anos morram devido a doenças relacionadas ao meio ambiente.

Políticas

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que o "maneio sustentável do lixo eletrónico pode combater pobreza, gerar empregos por meio da reciclagem e proteger a saúde humana e o meio ambiente".

O representante da agência lembrou que políticas públicas e incentivos financeiros podem transformar o desafio do e-waste numa fonte importante para o desenvolvimento sustentável.

O governo do Quénia já criou uma regulamentação para fornecer uma base legal e mecanismos para a recolha, maneio, transporte e reciclagem de lixo eletrónico.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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