Pillay diz que líderes sul-sudaneses estão bloqueados em disputa pessoal

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No Conselho de Segurança, chefe dos Direitos Humanos disse ter avisado que estes serão alvo de investigação; conselheiro do secretário-geral aponta acesso à riqueza e recursos petrolíferos como motivações da crise.

Resolução aprovada no Conselho de Segurança. Foto: ONU/JC McIlwaine

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança realizou, esta sexta-feira, uma sessão especial para debater a situação provocada pelo conflito entre o governo e os rebeldes no Sudão do Sul.

No evento, a alta comissária dos Direitos Humanos disse que durante a deslocação efectuada esta semana ao país, advertiu aos dirigentes que serão sujeitos a investigação internacional.

Navi Pillay disse recear que os líderes do país estejam bloqueados pelo que chamou de "luta pessoal pelo poder, com pouca uma nenhuma consideração pelo sofrimento infligido ao povo".

Investigação

A responsável revelou que a averiguação será sobre até que ponto estes teriam conhecimento de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos pelos seus subordinados, além da falha em prevenir tais atos.

No encontro, a chefe dos direitos humanos apontou para a deterioração de situação  no Sudão do Sul.

Conforme referiu, somente medidas claras e decisivas em direção à prestação de contas podem dar uma esperança do fim do ciclo de assassinatos retaliatórios e restabelecer o sentido de um destino comum.

Alto Risco

O conselheiro do secretário-geral para a Prevenção do Genocídio pediu que o mundo continue a acompanhar de perto a situação no Sudão do Sul.

Adama Dieng, que também viajou para o Sudão do Sul, pediu medidas mais adequadas para proteger a população de mais sofrimento, além de evitar que a situação fique fora de controlo. Conforme destacou, tal risco é alto.

Petróleo

Dieng considerou que a violência não é motivada pelo desejo de mudar o país, mas "por objetivos de interesse próprio relacionados com o acesso à riqueza e ao desenvolvimento dos recursos do petróleo".

O apelo à comunidade internacional é que "não seja cúmplice desta agenda." Pelo contrário, pediu que os países respondam de forma coordenada com uma nova postura dos parceiros de desenvolvimento.

O responsável disse que ainda que a etnia não deve ser utilizada como razão para incitar a violência e "demonizar, excluir ou atacar qualquer comunidade ou parte da população sul-sudanesa."

Além de encontros com o presidente e o líder da oposição do Sudão do Sul, ambos disseram ter abordado membros do governo sul-sudanês.

 

 

 

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