Para secretário-geral, jornalistas estão recebendo "tratamento inaceitável"

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Ban Ki-moon cita sequestros, detenções e assassinatos de profissionais da mídia; em evento que antecede o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, chefe da ONU diz que dados são "alarmantes".

Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Somente no ano passado, 70 jornalistas foram assassinados e 211 detidos, segundo números apresentados esta quinta-feira pelo secretário-geral da ONU durante um evento na sede da organização, em Nova York.

No debate que antecede o Dia Mundial da Liberdade de Impresa, celebrado em 3 de maio, Ban Ki-moon afirmou que os jornalistas viram alvo por "falar ou escrever verdades desconfortáveis".

Impunidade

Sequestros, detenções, violência física e assassinatos foram citados pelo Secretário-Geral como exemplos de "tratamento inaceitável" em um mundo cada vez mais dependente de notícias e de jornalistas.

Ban afirmou que desde 1992, mais de mil profissionais da imprensa foram assassinados, quase um por semana. Ele destacou que os números são "alarmantes".

O secretário-geral pediu o fim da impunidade para os responsáveis por esses casos de violência e intimidação.

O chefe da ONU espera que governos e sociedade civil defendam a liberdade de imprensa, segundo ele "um direito fundamental" para o desenvolvimento.

Ban também quer mais liberdade de expressão, mídia independente e acesso universal ao conhecimento.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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