ONU: violações graves dos Direitos Humanos no Sudão do Sul

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Navi Pillay diz que relatório das Nações Unidas relata violações "em escala maciça" possível indicação de crimes de guerra e contra a humanidade; presidente do país e líder rebelde encontram-se esta sexta-feira em Adis Abeba.

Deslocados sul-sudaneses. Foto: Acnur

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu um esforço concertado e genuíno para que as conversações sobre o conflito sul-sudanês cheguem ao fim com sucesso.

O apelo Navi Pillay foi feito, esta sexta-feira, em Genebra, horas antes do encontro entre o presidente Salva Kiir e o líder dos rebeldes e seu ex-vice Riek Machar na capital da Etiópia, Adis Abeba.

Relatório

Ela quer que os combates sejam suspensos imediatamente. No comunicado, Pillay também comentou o novo relatório da ONU que mostra "graves violações dos direitos humanos em escala maciça."

A reação ocorreu um dia após o lançamento do estudo, que aponta para  possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Salva Kiir e Riek Machar

Pillay disse que ambas as partes precisam tomar medidas imediatas e concretas para por um fim ao conflito e parar com os assassinatos.

Face às revelações do relatório, a alta comissária reitera que não pode haver mais nenhuma desculpa tanto para Salva Kiir como para Riek Machar. Para ela, ambos "não podem continuar deixando de identificar e prender os comandantes das suas forças e outros envolvidos na prática de graves violações."

Responsáveis 

Pillay não acredita que o Governo não tenha conhecimento de que entre os seus comandantes esteja o responsável por organizar o assassinato de mais de 300 homens da etnia Nuer. O comunicado cita que eles foram levados para um edifício do governo na capital, Juba, em 16 de dezembro.

Do mesmo modo, ela acha inacreditável que Machar não saiba qual dos seus comandantes teria instigado e liderado o assassinato em massa de centenas de civis. Entre os alvos estão mesquitas, hospitais, mercados e outros locais em Bentiu.

Exemplos

Pillay disse que estes são apenas dois dos vários exemplos de assassinatos de civis e de outras violações graves descritas no relatório, divulgado esta quinta-feira pela Missão da ONU no Sudão do Sul.

Para os abusos cometidos desde o início do conflito, em meados de dezembro, a operação recomenda uma  investigação "independente, transparente e de acordo com as normas e princípios do direito internacional."

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE NOVEMBRO DE 2014
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