ONU insiste em medidas para libertar crianças-soldado no Sudão do Sul

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Após acordo de cessar-fogo, representante do secretário-geral para a área pediu urgência em libertar e reintegrar os menores; organização aponta para existência de 9 mil crianças usadas no conflito.

Criança-soldado. Foto: ONU//Tobin Jones

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças em Conflitos Armados disse ter pedido medidas concretas para a libertação e reintegração das crianças-soldado no Sudão do Sul.

Os temas foram abordados com os signatários e mediadores do acordo de cessar-fogo, assinado na última sexta-feira na capital etíope Adis Abeba.

Violações

A organização estima que desde o início dos confrontos, em meados de dezembro, 9 mil crianças foram recrutadas e utilizadas no conflito.

Ao governo e aos rebeldes sul-sudaneses, Leila Zerrougui pediu o fim do recrutamento e de outras violações graves cometidas contra crianças, além da proteção dos menores do impacto do conflito.

Milhares de Mortos

Ambas as partes concordaram em pôr termo aos confrontos iniciados há cinco meses, que resultaram em milhares de mortos e 1,2 milhões de deslocados. Calcula-se que mais de meio milhão de crianças estejam entre os que foram obrigados a deixar as suas casas.

A questão das crianças-soldado também foi abordada com o chefe- adjunto da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad. A entidade da África Oriental mediou o acordo, assinado pelo presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o líder dos rebeldes, Riek Machar.

Violação do Acordo

Entretanto, nesta segunda-feira agências de notícias disseram que as partes teriam trocado acusações de alegada violação da trégua.

O acordo prevê que estas facilitem o acesso humanitário, e realça a necessidade do empenho em discussões substanciais para a formação de um governo de transição e reformas institucionais.

Responsabilidade

Zerrougui disse estar encorajada pela assinatura do pacto, tendo recordado aos envolvidos da sua responsabilidade de garantir dar prioridade à implementação da proteção, da libertação e da reintegração dos menores.

O Escritório para os Direitos Humanos aponta para crianças mortas ou mutiladas durante ataques indiscriminados, além de mulheres e meninas estupradas no conflito do Sudão do Sul.

A entidade indica que escolas e hospitais também foram atacados ou utilizados pelas partes durante os confrontos.

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