ONU destaca agravamento dos direitos humanos na Ucrânia

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Relatório da ONU divulga casos de tortura, assassinatos, desaparecimentos e espancamentos; Navi Pillay alarmada com a situação no leste do país e apela ao fim da violência.

Mapa da Ucrânia

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas divulgaram esta sexta-feira um relatório sobre a  Ucrânia. O documento foi produzido por um grupo de 34 especialistas, liderado pela alta comissária para os Direitos Humanos.

Segundo Navi Pillay, o relatório aponta para uma "piora alarmante da situação no leste do país e também para sérios problemas que emergem na Crimeia".

Divisão

Ela fez um apelo aos que têm "influência nos grupos armados responsáveis pela violência no leste da Ucrânia". A alta comissária pediu que façam o possível para "controlar aqueles que estão empenhados em dividir o país".

Este é o segundo relatório produzido pela Missão da ONU de Monitoramento dos Direitos Humanos e cobre o período de 2 de abril a 6 de maio. O grupo foi enviado à Ucrânia por Navi Pillay, e os especialistas estão baseados em cinco cidades do país.

O documento descreve um aumento, em algumas áreas urbanas, de manifestações de grupos opostos que acontecem simultaneamente, provocando confrontos violentos.

Ataques

Ao mesmo tempo, ocorrem atos de violência contra pessoas que protestam de forma pacífica, a maioria a favor da união da Ucrânia. O relatório alega que a polícia local nada fez para prevenir a violência e, em alguns casos, até cooperou com os ataques.

Assassinatos, tortura, espancamentos, desaparecimentos, intimidação e assédio sexual estariam a ser realizados por grupos armados anti-governo no leste da Ucrânia. O relatório cita ainda 83 pessoas que continuam desaparecidas depois dos protestos na praça Maidan, em Kiev.

O documento fala até de corpos de desaparecidos que foram atirados ao rios. São mencionados casos onde o Serviço de Segurança do Estado e forças armadas que operam no leste foram acusados de matar pessoas.

O relatório também afirma que candidatos presidenciais sofrem ataques físicos e assédio, e por isso a alta comissária Navi Pillay lembra a importância de eleições livres, justas e transparentes. O pleito está marcado para 25 de maio.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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