ONU celebra Dia Internacional dos Boinas Azuis

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As Nações Unidas têm atualmente mais de 116 mil soldados de 120 países participando em 16 operações de paz no mundo inteiro; Brasil participa em missões no Haiti e na República Democrática do Congo.

Boinas azuis da ONU. Foto: ONU/Logan Abassi

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU celebra esta quinta-feira o Dia Internacional dos Boinas Azuis. A organização tem, atualmente, mais de 116 mil soldados de mais de 120 países participando em 16 operações de paz em todo o mundo.

Para marcar o dia, o secretário-geral, Ban Ki-moon, lembrou que mais de um milhão de boinas azuis participaram de mais de 70 missões de paz em quatro continentes desde a criação da tropa em 1948.

Brasil

O Brasil participa da Missão para a Estabilização da ONU no Haiti, Minustah. Os militares brasileiros comandam as operações de paz no país desde a criação da Missão em junho de 2004.

Além disso, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comanda atualmente as tropas de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco.

De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, Santos Cruz falou sobre a importância do Dia dos Boinas Azuis.

"É muito importante também que o dia seja de reflexão do que a ONU precisa fazer todos os dias do ano e o que nós podemos melhorar. Então, não é só um dia de celebração. É um dia de reflexão para a gente ter uma noção bem crítica do que estamos fazendo e do que podemos fazer de melhor".

O secretário-geral disse que esses militares, policiais e civis que fazem parte das forças de paz da ONU ajudam em operações para estabilizar comunidades, para proteger civis, promover o Estado de Direito e avançar com os direitos humanos.

Ban disse que 106 boinas azuis morreram em ação no ano passado, elevando para mais de 3,2 mil o número de soldados que perderam a vida a serviço da ONU.

Desafios

Ele explicou que as tropas das Nações Unidas estão se modernizando para poder enfrentar os desafios futuros de paz e segurança. Ban citou, por exemplo, o uso de aviões não tripulados desarmados para fazer vigilância em determinada região.

O chefe da ONU disse que no ano passado, o Conselho de Segurança criou duas novas operações de paz, no Mali e na República Centro-Africana.

No caso da República Centro-Africana, as forças da ONU ajudaram o governo a derrotar os rebeldes do grupo M23.

No Sudão do Sul, os boinas azuis abriram os portões de suas bases para receber milhares de civis que buscavam refúgio contra a violência entre tropas do governo e rebeldes.

Ban mencionou ainda entre os avanços, a nomeação da primeira mulher como comandante de uma operação de paz, que foi o caso da general norueguesa Kristin Lund, que assumiu a Força de Paz no Chipre.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
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