OMS fala de emergência de saúde pública internacional devido à pólio

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Anúncio foi feito pelo Comité Internacional de Regulamentação de Emergência; entidade recomenda que residentes e visitantes dos países afetados sejam vacinados.

Vacina contra a poliomielite. Foto: OMS

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que se nada for feito, o alastramento da poliomielite pode resultar numa falha na erradicação global da doença.

A agência declarou que foram atingidas as condições para considerar a transmissão do vírus uma "emergência de saúde pública internacional".

Vacinação

A afirmação foi feita esta segunda-feira, numa conferência de imprensa realizada em Genebra pelo Comité Internacional de Regulamentação de Emergência de Saúde.

Em declarações à Rádio ONU, da cidade suíça, a médica da OMS, Regina Ungerer, disse que o Paquistão, os Camarões e a Síria representam o maior risco de exportar o pólio vírus selvagem. Mas abordou as razões de alarme.

Estado Endémico

"Considerando os novos casos de poliomielite que apareceram na Síria, nos Camarões e na Guiné-Equatorial. Sabemos que só existem três países do mundo que têm a poliomielite em estado endémico, que são o Paquistão, o Afeganistão e a Nigéria; não em todo o país, mas em partes desses países onde a pólio pode ser considerada em estado endémico."

A lista de nações com risco contínuo de novas exportações do vírus da pólio selvagem este ano inclui Israel, Etiópia, Iraque e Somália. A doença que causa danos como paralisia e deformidades, é tida como uma das mais graves apesar de ser evitada pela vacinação.

Entre as recomendações da OMS estão a necessidade de garantir que todos os residentes e visitantes dos países afetados por mais de quatro semanas recebam uma dose de vacina do vírus inativado antes da partida.

Certificado

Aos cidadãos dos países afetados que viajam para o exterior, a agência pede que estes sejam portadores de um certificado de vacinação.

"Está sendo transmitido também pelos adultos viajantes, principalmente por essa mobilidade das pessoas, e isso tem que ser contido. Esperava-se erradicar o vírus em poucos anos, e quando se começa a ter novos casos, corre-se um risco muito grande, porque a propagação é muito grande."

Medidas Coordenadas

A situação atual contrasta com a quase interrupção da propagação internacional do poliovírus selvagem. A tendência foi observada desde janeiro de 2012 até o período entre janeiro a abril do ano passado, a época baixa de transmissão.

Para a OMS, a resposta internacional coordenada é essencial para acabar a propagação do poliovírus selvagem. A agência diz que medidas unilaterais dos países podem revelar-se a menos eficazes.

As consequências de um futuro alastramento podem ser agudas em países que apesar de livres da doença registam conflitos ou são frágeis devido à vacinação de rotina comprometida e ao alto risco de novas infecções.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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